sábado, dezembro 08, 2007

errata - quem dá o lhe que dão é amigo do coração (yeah!)


Este blog está mesmo a ficar porreiro! Vejam lá que já traz uma errata acoplada! Até parece que o pessoal precisa do blog para se informar, e portanto uma errata é absolutamente indispensável para garantir um conteúdo o mais esclarecedor possível.

Consta que a medusasss foi bombardeada com manifestos de desagrado do género "Tu fazes isso?", "Tu reciclas prendas?"... Ao que eu, pacientemente tive de explicar, que sim, reciclo prendas, mas não são quaisquer prendas, pelo que passo a pormenorizar:

- Naprons: Quem precisa de naprons? Não, ainda não tenho casa montada! Não, não preciso da vossa preciosa ajuda para o meu enxoval! A minha opinião por acaso conta para alguma coisa? Não quero naprons, nem lençóis de linho rendados, com o meu nome bordado, nem toalhas de mesa de croché ou ponto cruz, nem sequer, imagine-se, panos da loiça com o rebordo em croché.

- Chávenas de chá: Minhas senhoras que me agraciam com presentes todos os Natais: não preciso, obrigado, de loiça da china bago de arroz, nem chaveninhas de café douradas com a nossa senhora ou uns anjinhos quaisquer. Agradeço imenso, faço um sorriso amarelo, mas quando digo "não devia!", é absoluta verdade! Não, não o façam! Não este Natal, nem nos próximos!

- Velas: Está certo... Eu gosto de velas, mas não preciso de tantas velas! Sinceramente, velas é a prenda que toda a gente anda a reutilizar desde o início desta moda perniciosa! Já vi embrulhos muito mal feitos, e vá lá não as oferecerem semi-queimadas... "Ó filha, vê lá a minha distracção, embrulhei a prenda errada! Passo por aqui amanhã!".

- Livros: Ei! Eu adoro livros! Refiro-me às ultimas novidades (ainda não tens este, pois não?). Bach, Julliet Marilier, Paulo Coelho, Susanna Tamaro, e afins... (não) obrigado...

Bem sei que o que conta é intenção, e é essa a única razão da medusasss não ser uma marginal, um ser acossado e rejeitado pela sociedade.

Com efeito, agradeço sempre, e dou dois beijinhos. E como já vou conhecendo as pessoas, quem me oferece um napron leva um paninho da loiça rendadinho a croché! E se as senhoras ficam felizes com a troca de prendas!

Vá, quem nunca voltou a embrulhar uma velinha, uma caixinha de bombons, um napron de cores duvidosas (há-os em azul escuro! Blec!), umas meias (!!!) que atire o primeiro comentário!

I tought so ;)

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Lalalala, é Natal!




You Don't Know Much About Christmas



You only got 4/10 correct


So you don't know all of the history and trivia of the holidays...

As long as you remember to put out some cookies for Santa, you're still ahead of the game.


Random Christmas fact: In early England, the traditional Christmas dinner was a pig's head prepared with mustard.

A medusasss e as cobrinhas têm um frisson com o Natal: ficam mais eriçadas que a mik@ quando ouvem musiquinhas adequadas à época, que nesta altura do ano persegue-nos nos centros comerciais, nas ruas da baixa, e infelizmente, queiram os santos que se esqueçam ou que alguém dê sumiço no cd, na noite de consoada em minha casa.
Também temos um problemita, coisa pouca, com a abundância de comida em casa de todos os parentes que se tem de visitar OBRIGATORIAMENTE (e a minha família nunca mais acaba), o que implica sempre um reforço em Janeiro no ginásio de eleição.
E a medusasss é gulosa... gosta de tudo. E toda a gente sabe que sim, que gosta, e oferece, e re-oferece, e ainda pergunta "tens a certeza? Está tão bom, fui eu que fiz!"... e lá vai a medusasss para casa com doces e docinhos embrulhados em papel prata.
E sabe tão bem oferecer presentes! Especialmente quando aquela prenda em especial custou tanto a encontrar e se sabe perfeita para a pessoa em questão!
E lá está, às vezes os outros não acertam nas prendas... essas, desculpem a frontalidade, voltam-se a embrulhar e são oferecidos a conhecidos, porque se o mau gosto se compra, é porque há quem goste! (não espalhem muito isso por aí... que vergonha)

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Incinerate

Sonic Youth - Incinerate

Sim, continuamos com umas saudades valentes do NL... e também morremos de saudades do Buraco Negro! Ah! Dançar Smashing e Placebo no Buraco Negro! Ir estudar para as cantinhas até às 4 e ir lá dançar um bocadinho e comer uma tosta! Que saudades!!!

Ena pá!


É verdade! Diz que este espacinho não é um mau blog. Também não é um bom blog (coisa que nós já sabiamos), mas para lá caminha com a ajuda de todos os amigos bloggers que esta experiência tem proporcionado ir conhecendo.
E... iupi que este é o primeiro prémio que o blog recebe! Pena que o Moribundo esteja perdido em Bratislava (perdido, diz ele, no meio de tanta mulher bonita! Isto escandinavas...), e a Esquizoide dispersa nos seus complexos processos mentais... e a Dani Rikiki, tão ocupada... andamos todos tão ocupados (e cansados)! Nem vamos festejar como a ocasião merece (carlsbergs, tremoçadas e muita galhofa!)
Maria, muito nos honra termos sido agraciados por ti nesta súbita e inesperada honra! Muito obrigado por sentires que nem somos muito mauzinhos e que merecemos um incentivo para melhorar... Estilo blog up-grade!
Como ensinam as regras do galardão, devo agraciar mais 7 blogs que considere não serem maus de todo... o que é muito difícil, já que todos os infra lincados são todos muito bons, cada um especial à sua maneira, pelo que... tentando não me repetir, aqui vai:
Hope you like it, for I loved it!

gestos


A vida é repleta de comédias dramáticas, cheia de enganos. Pensamos que falamos todos a mesma linguagem, mas tudo isso não passa do maior embuste, entre todos os outros. Não passamos todos de ilhas mais ou menos amontoadas em pequenos ou grandes arquipélagos, consoante os intrincados mapas das nossas relações.
Muitas vezes fazemos um esforço imenso em aceitar a diferença dos outros: o sorriso escarninho pouco sincero, que esconde uma pessoa amável e prestável; o sorriso aberto e provocantemente empático, que oculta um parasita social; o desleixe e total caos interior de um amigo, que nos magoa nas suas contradições, mesmo nunca nos querendo mal.
É irredutível. Há tantos gestos quanto pessoas, há tantos significados para a Amizade como o número de amigos que realmente temos, somados aos amigos dos amigos, ad aeternum.
E existimos nós, cheios de dúvidas sobre a real intenção dos outros, e sobretudo sobre aquilo que nós próprios estamos dispostos a arriscar para conhecer os outros.
E com o passar do tempo reconhecemo-nos mais cínicos: a calculada frieza dos gestos na tentativa de conhecer antes de nos darmos a conhecer, ignorando que do outro lado está outra pessoa a fazer exactamente o mesmo, nesta comédia de enganos que é a vida.
E como a medusasss tem N serpentes desvairadas, tem dias em que manda o castelo de cartas ao ar e vai espairecer as ideias, voltando sempre mais forte e simultaneamente mais frágil, porque as serpentes não chegam para colmatar a necessidade que todos nós sentimos de comunicar com os outros.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Noites Longas!!! When?

Arctic Monkeys - Brianstorm



Arctic Monkeys - Teddy Picker

terça-feira, dezembro 04, 2007

Mutts


Mataram-me um gato à porrada.
Chamava-se Fofinho, tinha 3 anos e licença de condução: atravessava a estrada todas as noites sem ser atropelado.
Era um gato amarelo tigrado de aspecto franzino, mas muito esperto. Astuto e estratega nato, conduzia os oponentes masculinos para o nosso quintal, onde os meus cães faziam o trabalho sujo. A gataria estava toda rendida aos seus belos bigodes brancos, e aos miados doces, de galã espertalhão, inconsequente.
Lembro-me de numa noite fria de Outono ter caído no tonel, onde o vinho fermentava, e ter espado milagrosamente... Fofinho, o gato alcoólico cor-de-rosa!

Envenenaram-me um cão.
Chamava-se Magnum e tinha 1 ano. Estava a ser ensinado a não aceitar comida de estranhos, e pela primeira vez tinha sido domado. Já obedecia às ordens principais: "Não!", "Magnum!", "Canil!", "Cão feio!", "Senta!", "Dá a patinha!". Nunca tivemos um Castro Laboreiro tão difícil!
"Magnum, cão feio! Canil!"... e o palerma deixava-se ficar sentado, a olhar para nós, trocista... até que quando faltava só 1 metro para o apanharmos, o estafermo dava um pulo e em 2 segundos já estava a 10 metros a abanar a cauda.

Atropelaram-me um gato.
Tinha 8 anos e ia a pé para a escola quando o vi estendido na beira da estrada, com sangue a sair pela boca, e a barriga esborrachada, com as vísceras todas de fora. Fui a chorar para a escola e passei o dia todo a chorar. Chama-se Bolinhas e era o gato mais palerma que alguma vez tivemos. Faziamos tudo daquele gato, inclusivé metê-lo no buraco da garrafeira, agarrar nas duas patitas e andar as voltas com ele, só para o ver voar!

De todas as vezes que isto aconteceu eu jurei para mim própria que jamais perdoaria a quem fez isto. E não perdoo. Assim como não perdoo aos donos acéfalos que têm animais de grande porte em apartamentos, animais acorrentados com pouquíssimo espaço de trela... aos donos que castigam os animais como se fossem eles os culpados pelas frustações que a vida lhes reservou. Não perdoo a quem anda em lutas de cães, galos... não perdoo!
E juro que, quando tiver oportunidade, toda essa gente vai pagar pelo que fez, com juros!

WOMAN! (saudades do NL!!!)

Wolfmother - Woman

What kind of monster are you?




You Are A Vampire



You have a real thirst for bliss, and you consider yourself a true hedonist.

And you're not afraid to walk alone in life, if it means getting what you truly crave.

You truly enjoy entrancing people. Not to mention the ensuing pleasures of the flesh.

Your tastes have been called decadent and bizarre. You usually give in to your temptations, no matter how primal


Your greatest power: Your flawless ability to seduce and charm


Your greatest weakness: Human flesh


You play well with: Werewolves

Scizzo's back!

Você é um Dallas:

Amigo, duas palavrinhas para o definir:

Drama Queen!

Você adora viver como se estivesse numa telenovela.

Adora ter uma aura enigmática em seu redor, mas acaba por arrastar as situações por vezes anos a fio.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Or else...

Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã ia crescendo em intensidade e calor. Dormias profundamente, a tua respiração pausada, sincopada, leve... tão leve!
Dei-te suavemente um beijo e saí (claro que primeiro a protagonista teve de passar pela casa-de-banho, mas isso estraga o ambiente romântico!). -Opah, ó sua serpente atrevida, nada de apartes! Deixa a medusasss aka Med Maltese continuar a narrativa!
(...)
Dei-lhe suavemente um beijo e saí, não sem antes fazer as matinais abluções (satisfeita?). O dia crescia em luz e calor. (Óbvia e evidentemente que crescia em luz e calor, né! Não é isso que acontece todos os dias?) -Tu já te calavas, pá! Podia ser um dia de Inverno, chuvoso e triste! Ou então um dia tempestuoso, repleto de tensão e electricidade estática!
(...)
Dei-lhe suavemente um beijo e saí apressadamente, uma tempestade diluviana e repentina ameaçava rebentar a qualquer momento. Era urgente chegar primeiro, resolver aquele imbróglio! (Como é que a tempestade pode ser diluviana se ainda não rebentou?)
-Tinha de ser, tinha de ser! -repetia insanamente para comigo mesma -É sempre assim. (o que é sempre assim?) -SSsssssssss, eu mordo-te!
(...)
Pah, acabou-se! Escrevam vocês, suas cobras atrevidas e ressabiadas!

--"--
Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã era filtrada pela cortinado que caía pesadamente. Nunca tinha gostado daquela decoração. Nunca me tinha sentido bem naquela casa, cheia dos briq-a-brac, quinquilharia sem valor da tua mãe. Acabou-se -pensei para mim mesma -nunca mais, nunca mais...
Sentei-me solitária à mesa da cozinha, à nossa mesa, a beber pela tua chávena o teu café favorito, enrolada no teu roupão, que cheira tão bem... humm, que ainda cheira a ti...
Despi-o e meti-o na máquina de lavar. Agarrei na chávena e lancei-a contra o chão. Resistente, partiu-se-lhe a asa e ficou a rir-se para mim esbeiçada. Encostei-me à parede e deixei-me cair no chão frio, olhando para a chávena, à espera de uma resposta, que tardava.
-Quando é que me vais pôr no lixo e limpar esta porcaria?
-Perfeito! Agora oiço vozes!
-Não sejas tola! Acorda! Acorda! Acorda!!!
Acordei estremunhada. Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã incidia sobre o teu rosto, que fazia caretas, incomodado. Dei-te um beijo suave. Acordaste e resmungaste "Ainda não mãe!".
Foi então que arranquei os cortinados e parti a quinquilharia da tua mãe, enquanto me olhavas pasmo "que fazes?".
-Eu? Nada... acordei com vontade de partir loiça. Toma! É revigorante!
-Boa! Sempre detestei esta tralha por aqui!
-Tu também?
E partimos loiça alegremente, enquanto a vizinha de baixo telefonava para a polícia, porque estavam a matar alguém no andar de cima.

life's a dream charlie brown

Dios mio que agora me descobriram a careca (na farta cabeleira repleta de seres reptilíneos, rastejantes e altamente venenosos). Ora vamos lá a pôr os pontos no iiiis! Os meus amigos insatisfeitos que se cheguem à frente!

Mas confesso, adorava e ainda gosto de ver o Snoopy. Comprava sempre os cadernos e dossiers do Snoopy...

E eis que esta é a confirmação do baixo nível literário deste blog: ficou reduzido a um comic book em que a estrela é um cão silencioso...

domingo, dezembro 02, 2007

A VERGONHA!

cash advance


Confesso que estou envergonhadíssima... O nível de leitura deste blog corresponde ao secundário! Sim! Aqueles adolescentes barulhentos dos 15 aos 18 anos!

É desta que nunca mais escrevo nada... snif snif

sábado, dezembro 01, 2007

13 de Novembro de 2007

Minha querida!


Tanto para ver e tão pouco tempo para tudo! Sigo fascinado este rumo que o destino me proporcionou... só tu me fazes falta, o teu humor mordaz, imprevisível... ainda hoje mordo o lábio quando me lembro da resposta que deste ao meu irmão engatatão: "Eu defendo causas, não pessoas!". Tu não existes, minha querida, e eu sem ti sou um ser errante, uma esponja que absorve a experiência, mas que não a vive na sua plenitude. Fazes-me falta...

Conheces-me, sabes como sou. Nunca recuso um desafio, sou um trouble maker! Ontem um ladrão roubou-me a carteira! E eu, como se estivesse na minha terra, pus-me logo a correr atrás dele, furioso! "Larápio! Devolve aquilo que é meu!". Escusado será dizer que depois de um sprint de 500 metros, ao melhor nível olímpico ;), nada de larápio, nada de carteira, e o teu amigo completamente ACABADO! Felizmente que tinha deixado os documento no cofre do Hotel e a carteira só tinhas uns trocos! (está tudo bem, não te preocupes!).

O regresso ao Hotel foi complicado, tinha-me perdido no meio daquelas ruas labirínticas e o sol já estava no ocaso. Lembrei-me logo de quando nos perdemos em Macau, no bairro chinês, e estivemos quase, quase para apanhar um taxi! Lembras-te? A tua carita muito séria, a fingir que não estavas preocupada!

É engraçado deixarmo-nos ficar encostados a uma parede e ver as faces das pessoas que passam, atarefadas nos seus pequenos mas importantes gestos, quotidianos repletos de dificuldade. As pessoas aqui envelhecem tão depressa! As rugas sulcam-lhes os rostos jovens. Mulheres como tu e já tão estragadas pelo trabalho árduo. Não sorriem, aqui a vida é madrasta, é sogra, é um acumular de pressões que só se desvanece com a morte. Dou graças a Deus por viveres em Portugal, minha querida, e poderes ser Livre, e Feliz!

Ainda hoje não sei porque não vieste comigo...

Teu, sempre,

Corto

I'd rather dance with you than talk with you...

Kings of Convenience - I'd Rather Dance With You

sexta-feira, novembro 30, 2007

Curriculum vitae

A importância da foto no curriculum



Presada Dotora,

Quero candidatarme pra o lugar de ceqretário que vi no jornau.

Eu teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas ben.

Axo que sou bom ao tefone em bora seija uma peçoa sem muito extudo.

O meu salario tá aberto há discução pra que a Dotora possa ver o que mi pode pagar e a Dotora axar qui eu meresso.

Pósso comessar imediatamente.

Agradessido em avanso pela sua resposta.

Cinceramente,


Coloranildo Silveira


PS : Como o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.



Resposta da Empregadora:



Querido Coloranildo Silveira,

O emprego é seu.

Nós temos correção automática no word.

Compareça já amanhã.


Obséquio das queridas colegas C e R!

eheheh

Para quem perdeu o Norte...

Electrelane - To the East

Tirando o aspecto de quem respira pela boca, até é gira

Olha, ali em frente! (Ali? Onde?) Aquela tipa com o chapéu vermelho! É a nova namorada do ex da X! (Ai sim? É a tal?) Sim... agora não me posso virar para trás senão dou muito nas vistas... Dizem que é gira. O que achas? (Bem, tirando o aspecto de quem respira pela boca, até é gira.) Ahahah!

--"--

Estas mulheres... sempre tão malévolas no corte e costura! É que não gostamos de falar mal de ninguém, e nunca o fazemos das amigas, mas aquelas que já se afinfaram/estão em vias de afinfar a namorados/ex-namorados... Meninas! Esqueçam! Não escapa nada! Nem o total mau gosto das cores combinadas, nem a roupa demodé (5 minutos!), nem a bela da camisolinha croché (o horror, parece uma viagem ao passado... La Redoute, estilo serrano outono/inverno 89/90!), nem os quilinhos a mais, ou os quilinhos a menos, nem as olheiras, o excesso de maquilhagem (à la putefe), e se a mala for gira... (bolas pah, já não basta a raiva da miúda ser mal-educada, ainda anda a exibir uma mala giríssima!). Sim, nós mulheres podemos ser muito, muito más!
E claro que olhamos para nós e rimo-nos com gosto: -Tu também estás com uma cara... parece que te passaram com uma caterpillar em cima! (Qual é a marca do teu corrector de olheiras?) - É da Avene... mas o melhor para as olheiras é usar um hidratante! (E qual usas?) - Olha, vais a uma farmácia e pedes a pomadinha para as hemorróidas! Ficas com isso au point! Pois que hemorróidas!!! Ahahah!!!

quinta-feira, novembro 29, 2007

Are you hoping for a miracle?

Bloc Party - Helicopter

Há Henriettas com sorte!

The Fratellis - Henrietta

quarta-feira, novembro 28, 2007

gato escondido com o rabo de fora

Há qualquer coisa no felinos que me transcende.
Será a natural aptidão para a anarquia? A aparente independência e desinteresse? A elegância majestosa do porte? A curiosidade irresistível? O ronron de satisfação quando se sentem confortáveis?
Sem dúvida que é o carácter dicotómico, o amar ou odiar, o precisar constantemente de provas de estima... os episódios tempestivos de ciúmes... e aquele arzinho culpado, aquele passo leve e cuidadoso de quem está sempre a apalpar terreno, como quem sabe que fez asneira, mas não resiste a ficar, porque no fundo, bem no fundo, não sabe viver sem nós...

terça-feira, novembro 27, 2007

Is this Love?

Clap Your Hands Say Yeah - Is this Love?

Uma músiquinha muito diferente com um vídeo absolutamente genial! Não há clean break ups... nem entre... humm... vacum cleaners.

segunda-feira, novembro 26, 2007

'Cause we were talking about red shoes...

Rita Redshoes - Dream on Girl

domingo, novembro 25, 2007

Beauty under pressure

Viver é complicado! É preciso toda a energia e disponibilidade para viver sem olhar para trás e sem ter remorsos... o que implica que coisas muito importantes às vezes sejam deixadas para segundo plano.
"Hoje não me apetece", "Não faço a mais pálida ideia de como começar isto", "C, tens aí alguma minuta de ... para eu ter ainda menos trabalho?", "Passa para cá o Timóteo, grazzie!", "Não tenho muito trabalho, só umas pesquisas, para já..."
... e depois...
"Bolas pá! Tenho o prazo a acabar!", "Tenho muito, muito trabalho! Não tenho tempo de ler o dn, nem o público, nem a lusa, nem ABSOLUTAMENTE NADA! Faz-me um apanhado rápido do que se passa lá fora enquanto ligo o pc!", "Não mãe, hoje ainda não telefonei à mana, não tenho tempo!", "F***-**, estou atrasada!", "Aiiiiiiii, tanto trabalho e tão pouco tempo para o fazer como deve ser!"
Ora pois, "tanto trabalho e tão pouco tempo para o fazer como deve ser". Eventualmente tenho-me saído bem, mas até quando?
Enquanto isso, vou escrevendo no blog, comentando os blogs de estimação, comentando os comentários do blog e dos blogs de estimação... e pasme-se... ainda tenho tempo para as cafezadas, às vezes... A minha vida anda com as prioridades um bocado estranhas...
(o melhor texto que já escrevi na vida, atenta a ratio idade/qualidade, valeu-me uma viagem a Macau, e fi-lo no último dia do prazo...) Sou uma desorganizada nata!!!

sábado, novembro 24, 2007

Coffee and Cigarrettes

Há já algum tempo que o café não tem o mesmo sabor. Desde o primeiro dia que dei pela mudança, mas pensei "diferente não quer dizer pior", e como qualquer viciada em cafeína, continuei a ir, a saborear, lentamente, cada gole daquele café, de cheiro e textura diferente, mas igualmente rico. Não era tão bom, mas também não era mau, era somente diferente.
Há dias o inevitável aconteceu. Fiquei sentada a saborear, completamente alheada, sozinha nos meus pensamentos... sentindo que tinha mudado de café para descafeinado, e como isso se repercutia na minha vontade de tomar café.
Nesse momento decidi, mais vale tomar um só café por dia que dois descafeinados: não sabem bem, não têm qualquer efeito, e fazem mal à saúde a dobrar!
--"--
Independentemente da opinião daqueles que insistem em não atribuir qualquer significado àquilo que nos acontece na vida, do quanto toda a gente é unânime em me explicar, pacientemente, que tudo se deve ao acaso, e que nem tudo tem de ter uma razão de ser... eu confesso a minha obstinação, quiçá estupidez, em vislumbrar o óbvio, e afirmo sem qualquer pejo que não me arrependo de NADA do que fiz até agora, absolutamente nada, e como isso teve uma influência imensa naquilo que hoje sou.
Mesmo o ter cedido à inércia, ter-me deixado levar na corrente por encantamento, medo, devaneio... ter cessado de pensar quando não devia, ter pensado até entrar em curto-circuito, tudo! Tudo isso me trouxe AQUI! E como me sinto bem assim, aqui chegada, com os amigos que fiz, com o que aprendi... com aquilo que já deixo feito!
Sinto, às vezes, que não precisava de ter sofrido tanto para chegar aqui, que outros não passaram pelo que passei, nem com a mesma profundidade, nem com a mesma frequência... Mas não somos todos iguais, possivemente eu demoro mais tempo a aprender, possivelmente eu também exijo de mim mais do que o corriqueiro, porque almejo, também, voos mais altos e outras responsabilidades.
--"--
É em cafés assim, contemplativos, já não histriónicos, que nascem as sementes dos grandes feitos. Nascem poemas, estratégias, sentimentos profundos. E às vezes nasce uma sensação indefinida de mudança, que não sendo nada, é quanto baste!

Beirut

Deviam ser proibidos vídeos assim... tão sensuais...

Beirut - Elephant Gun

sexta-feira, novembro 23, 2007

Red Shoes

Já estava atrasada, com os longos cabelos em desalinho colados aos lábios brilhantes de gloss de framboesa. Equilibrava os pés com dificuldade naquela rua íngreme e escorregadia, sabendo que um passo em falso seria seguido por uma inevitável queda aparatosa.

Não caias medusasss, sibilavam as cobrinhas, podes dar o espectáculo da tua vida de maneiras muito mais interessantes! "Suas valdevinas, concentrem-se é em rezar aos anjinhos para me ampararem a queda, que isto hoje está difícil!"

Foi então que passaste por mim, estava eu distraída a olhar para onde podia pôr os meus pézinhos, precariamente equilibrados em cima de uns belíssimos sapatinhos vermelhos.

Definitivamente não sou a Dorothy, nem os sapatos têm poderes especiais.

For we're half-awake in a fake empire

The National - Fake Empire

quinta-feira, novembro 22, 2007

A minha vida é um livro aberto...




You Are 60% Open Minded



You are a very open minded person, but you're also well grounded.

Tolerant and flexible, you appreciate most lifestyles and viewpoints.

But you also know where you stand firm, and you can draw that line.

You're open to considering every possibility - but in the end, you stand true to yourself.

Ora pois? E quem vai fazer o teste? eheheh
Copiado do blog do Brama...

Cartinha ao Papá Natal!

Querido Papá Natal,

Este ano foi pleno de coisas boas e más, e fazendo o justo balanço das minhas acções e omissões, cheguei à conclusão que mereço este mundo e o outro! Mas como sei que tu tens outras meninos e meninas para atender, e não quero que percas mais que o tempo indispensável comigo, venho pedir-te coisa pouca...

Para já gostava que o Instituto de Gestão Patrimonial do Estado e da Justiça me pagasse tudo o que me deve, com juros de mora incluídos e regular notificação das intervenções relativas a cada pagamento. Coisa pouca! lol

Gostava de ganhar, uma vez na vida, qualquer coisita no Euromilhões, se for os citados milhões fico ainda mais esfuziante, mas uns euritos já me alegram a vida!

Adoraria ser a feliz contemplada com um Volkswagen Beetle Cabriolet Vermelho... tem tudo a ver comigo! Bem sei que a Dani Riquiqui é da opinião que um dois cavalos é mais in, mas Dani, amiga... eu gosto de ter uma resposta rápida aos meus impulsos!

Depois... gostava de ser agraciada com um cérebro novo... uma versão do meu melhorada, novinha em folha, mas com toda a informação guardada no disco D:. Dava-me imenso jeito... e já agora, se não for pedir muito, quero a cópia dos exames que vou ter de fazer este ano uns diazitos antes... para poder estudar ainda menos!

Não querendo abusar da tua generosidade, quero que ofereças um AUDI A4 cinzento à minha mana, pelo qual ela não pára de suspirar. Assim como um barquito de recreio estilo Iate, para darmos umas voltinhas nas férias, mas com pavilhão do Emirados Árabes Unidos porque já basta o que pago em impostos!

Se não for pedir muito, pedia também muita saúdinha para mim e para todos aqueles que me são queridos, mas mesmo todos, sim papá? Olha que se não fizeres bem o teu trabalho eu conto à mãe e ela tem o rolo da massa mesmo à mão!

E como os meus desejos foram todos muito simples, porque eu contento-te com pouco, pedia o obséquio de ser atendida primeiro! Não gosto de esperar e ainda te cansas a meio da lista e mandas todos catar macacos.

Post Scriptum: Esqueci-me de indigitar os continuadores deste esquadrinhador de desejos, portanto ofereço-o a quem o quiser utilizar!

As bruxas - parte II


Com excepção de Opostapsique, nenhum dos leitores quis dar ideias para os três consecutivos dias que faltavam para perfazer uma semana de burburinho, pelo que a medusasss meteu dedos ao trabalho e deixou a imaginação partir à desfilada, como nos últimos tempos tem sido habitual...

Ao fim do quinto dia, cansadas de olhar para a barriga lisinha, na esperança que se mexesse, qual alien esburacarador de ventres macios, pensaram, finalmente, que andava muito pálica, que possivelmente seria excesso de trabalho (e anda tão magrinha a pequena... ou tem anemia ou aquelas doenças modernas, anorexias), e que atenta a palidez mortal, não teria mais de uns meses de vida, (coitados daqueles pais, pagar um curso superior para isto!).
E como a vida é chata, ao fim do sexto dia teria sido raptada numa discoteca da capitale (porque esta juventude anda sempre na má vida, na ramboia!), levada arrastada até as arrecadações de um quarto esconso, onde me teriam retalhado arbitrariamente para me removerem os órgãos (imagine que só não levaram o coração porque alguém chamou a polícia!), e que andaria muito debilitada a viver apenas com um rim e a fazer hemodiálise, enquanto esperava por um dador compatível do fígado que me tinham roubado (com um bocado de sorte ainda paga o transplante do fígado que era dela! "Ai as ideias que tu tens, vizinha!").
Na tarde do sétimo dia teria sido raptada por um alienígena (que andam umas luzes muito estranhas para aqueles lados), que teria feito de mim tudo o que queria (sabe-se lá, aqueles prevertidos lá de fora, eu já não saio à noite descansada), e que o desmaio era devido ao cansaço que aqueles exames exaustivos me tinham provocado, a que acresce a reacção alérgica que fiz "aqueles líquídos verdes e azuis que lhe injectaram nas experiências".
Ao oitavo dia, outra moça qualquer teria desmaiado, e voltava tudo ao mesmo, qual oroboro nietzschiano, eterno retorno das mesmas conversas, com as mesmas pessoas, que na minha aldeia se dão pelo nome de 24Horas e TAL&QUAL.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Hoje dou-vos música #2

Howling Bells - Setting Sun

Hoje dou-vos música

Tv on the Radio - Wolf like me

terça-feira, novembro 20, 2007

Bruxas!

Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há!
E a afirmação infra citada, aparentemente paradoxal, tem tanto de falso como o Ronaldo precisar de se mexer para ganhar dinheiro.
Sim mon cher! Tu já ganhaste mais nestes últimos 2 anos que eu ganharei uma vida inteira, por isso não me venhas com historinhas mal contadas e completamente inverosímeis (caríssimo, com essa vozinha não enganas ninguém. Quiçá umas inglesas mal habituadas a gentlemen ou Hooligans, ao estilo Cola do Irvin Welsh).
E assim como o Ronaldo continua a ganhar dinheiro parado, também as bruxas existem, assim como há quem acredite nelas. E o poder da crença é tão forte, que o temido se transforma em realidade, o placebo se transmuta em medicamento eficaz, que, finalmente, médicos conceituados só aceitem pacientes optimistas para cirurgias delicadas e operam milagres da medicina (espertos!).
Mas, atentemos no Lobby Bruxas: Toda a gente conhece pelo menos uma bruxa na sua aldeia de estimação, lar de fim-de-semana, emprestado, ou de parente afastado. Essas bruxas são, com efeito, muito perniciosas.
No espaço de uma semana o meu primo mais novo veio perguntar-me como tinha corrido a operação da minha irmã, se estava bem e quando saía do hospital... e a minha irmã na praia, refastelada!
Imagino a má sorte de desmaiar na rua... no dia seguinte toda a gente comentará que estou grávida, que são gémeos de pais diferentes e incógnitos, um casalinho que se chamará Beatriz e André, e que, suspeita-se... atenção! Suspeita-se que o menino será mulato e terá mongolismo (ai coitadinha daquela mãe, não lhe invejo a sorte), apesar de me recusar a fazer a amnioscentese.
Passados dois dias a situação inverte-se, passo de Maria Madalena a Virgem Maria. Com efeito, engravidei numa piscina porque neste corpinho que Deus me deu não entra traço de pecado. Que, coitadinha da minha mamã que está muito aflita à espera dos resultados dos exames do VIH-SIDA porque sabe-se lá de quem era aquilo (ai credo, nunca mais vou a uma piscina, nem praia, nem utilizo casas de banho públicas).
Ao final do terceiro dia a versão será radicalmente diferente! Afinal namoro secretamente há mais de 3 anos com um cigano traficante de droga, que eu inseriria secretamente na casa de família, no leito conjugal dos pais ausentes (veja lá, a pouca vergonha!)... que qual Cyrano de Bergerac me declamaria poemas à janela, em surdina, e (dizem a más línguas), se encontra a cumprir pena de prisão perpétua por homicídio qualificado e lenocínio ("leno quê?", "opah, o tipo era chulo")!
Ao final do quarto dia não haverá mais puta que eu (ainda mais)... afinal as viagens ao estrangeiro não foram para enriquecimento pessoal, mas sim viagens abortivas disfarçadas de viagens turísticas (a mim nunca me enganou a gáaaldéria, com aquela carinha de santa), já que serei herege, excomungada sem eira nem beira, deserdada por pais inconsoláveis (Essa não é minha filha!) em cerimónia pública (que eu vi, com estes olhos que a terra há-de comer), malas atiradas e livros lançados (sim mãe, sim pai, a biblioteca vai comigo, si vous plais), entre gritos rasgados de raiva e dor...
Hoje estou melodramática...
Querem os leitores acrescentar uma quinta versão? Quiçá mais 3, uma para cada dia da semana!

Oi Va Voi

Oi Va Voi - "Yesterday's Mistakes"

segunda-feira, novembro 19, 2007

No cinema

Apertamos as mãos no escuro enquanto as luzes, uma a uma se vão apagando. Dás-me um beijo rápido, e segredas-me uma malandrice ao ouvido. Pisco-te o olho "já falamos!".
Vemos sombras fugidias contra o ecrã, de retardatários ansiosos. Agora sou eu que te roubo um beijo, fugidio, e as mãos fortes, uma na outra. O filme começa.
As imagens passam lestas, o som ressoa dentro de mim, e de ti... do teu pulso tão forte! Afastamo-nos e fingimos ver o que se passa à nossa frente. São belos, sempre belos, têm a beleza efémera das borboletas, destinadas a morrer ao cair da noite. Mas tu... tu és real e palpitas ao pé de mim. E o cabelo cai-me desordenado nas faces a escaldar. "Este filme não presta!" (Sou da mesma opinião)...
Aguarda-nos o frio da noite, mas o teu abraço é quente, convidativo. Nele mergulho e deixo-me estar, até o amanhecer.

Bang Bang

Sethyoder, tens toda a razão. Esta versão dos The Raconters está o máximo! Uau!!! ADOREI!

domingo, novembro 18, 2007

Sou só eu, assim...

Percorro as ruas agrilhoadas em passos apressados. Carrego comigo uma sombra que teima em me contaminar. Vejo-a na minha imagem deformada das montras, nos olhos das outras pessoas... vejo-a constantemente nos carros que passam apressados. Não está aqui, mas está em todo o lado e isso aterroriza-me. Escondo o meu temor por detrás dos meus óculos escuros, receosa que os outros vejam em mim aquilo que em mim persiste, e que eu afasto com gestos altaneiros e cuidadamente descuidados.
E pressinto constantemente pequenas silhuetas a assombrar os meus pés, invisíveis... vejo-as pelo canto do olho, mas volvida a cabeça, nada existe... Percorrem lestas os meus caminhos, pré-existem nos meus sonhos... não as temo, mas estranho-as, são uma intrusão no meu pensamento consciente. Vigiam-me... expectantes... o que querem de mim? Querem o que me resta da sanidade? Querem alimentar-se daquilo que em mim subsiste? Quererão observar a minha queda enquanto ergo a cabeça, altiva, e caminho como se nada fosse?
E eis que o salto se enfia profundamente num dos muitos buracos daquela rua alinhavada a paralelos rectângulos, enquanto um Aixam 400 SL, Azul, (vulgo papa-reformas, mata-velhos) se vê forçado a parar e a esperar 2 dolorosos minutos, enquanto desprendo um salto para logo prender o outro. E rio-me, abano a cabeça incrédula, e dou uma gargalhada... e as sombras a meus pés riem comigo, gostosamente.

sábado, novembro 17, 2007

These boots are made for walking

Maria, as tuas Texanas deram-te cabo dos pés, mas em grande estilo, já que those boots were made for walking!

Nancy Sinatra - These Boots were made for walken

Para quem se recorda desta voz de algum lado, vejam BangBang!

Um pouco de humor...

UV light-Traces of semen in a crime scene

sexta-feira, novembro 16, 2007

This Mortal Coil


This Mortal Coil - Song To The Siren



This Mortal Coil, grupo entretanto extinto, alcançou a fama com o cover de Song to the siren de Tim Buckley. Os mais novos lembra-se-ão da música pela publicidade ao perfume Noa e por ter sido incluída na banda sonora do Lost Highway de David Lynch.


Mas o que é This Mortal Coil, perguntam-me vocês, ávidos de informações, expectantes ante as modestas palavras desta escrevente.

This Mortal Coil é um projecto criado por um dos fundadores da editora musical 4AD, Watts-Russell, e pelo produtor John Fryerpelo, integrando no seu elenco artistas editados pela 4AD, como Elisabeth Fraser dos Cocteau Twins, assim como Lisa Gerrard e Brendan Perry dos Dead Can Dance.

Song to The Siren, a minha favorita, encontra-se incluída no album It'll end in tears, tendo marcado um género musical, caracterizado por Ethereal Wave.

Belle and Sebastian

Belle and Sebastian - The Blues Are Still Blue

quinta-feira, novembro 15, 2007

Sense of Style

Soube de fonte exacta e certa que ir de vestido vermelho para o casamento de uma amiga, significa que a beauty in red se quer afiambrar ao noivo.

Amiga, bem sabes que NUNCA quis nada com o teu respectivo! Com efeito, somos tão amigas e tenho tanto respeito pela nossa amizade, que olho para ele e é como se fosse gaja!
Bem que o podes incluir nas nossas cafezadas de gaja, a falar de depilação, roupa chic, TPMs, sapatos, malas e restantes acessórios.
Sou absolutamente sincera, ignorava que havia tal interpretação! Mas quem inventou essas regras absurdas? Vais-me agora dizer que todos os que usam óculos redondos são pedófilos, que colocar os copos de determinado modo num bar é significativo de uma determinada máfia ou tríade...
Realmente, eu sou uma cegueta, tropeço constantemente nas boas e elementares regras da High Society... Não fui feita para isto, não gosto, prefiro encontrar-me convosco no barzinho fumarento do costume, para bebermos as nossas Bohémias, ou as Carlsbergs devidamente dispersas pela mesa, qual jogo de bowling.
E aquele vestido vermelho é tão giro, e fica-me tão bem... e bem sabes como é difícil encontrar algo de que goste.
Para a semana não tens desculpa...

Insomnia


Há horas que demoram eternidades a passar

quarta-feira, novembro 14, 2007

It couldn't be more truth, calvin...


Há várias maneiras de se mascarar um texto: quer usando palavras ocas, vazias de significado, quer dispondo as frases de uma forma tal que o conteúdo se perde nas voltas e reviravoltas das palavras.
Nunca tive talento para tergiversar, assim como nunca aprendi a mentir, assim como sempre me lixei por preferir dizer ou calar o que penso.
Pode ser que a vida me ensine a mentir... Mas duvido, burro velho não aprende línguas.

terça-feira, novembro 13, 2007

Tournée du Chat Noir


Moribundo, bem sei que o teu sonho era seres pianista numa casa de putas, mas enquanto não aprendes a tocar piano, e eu não deixo os cigarros, que me deixam a voz maviosa tão rouca, que tal irmos dar uma voltinha.
Há coisa de meses fui a um espectáculo espantoso... recordo-me dele como se de um sonho se tratasse. Entrei por uma porta minúscula, tapada por uma cortina pesada de veludo vermelho (não, não era uma casa de putas! Achas-me com cara de quem frequenta casa de putas?) e do lado de lá era um espaço amplo maravilhoso! Os tectos altos, e alvos, com intrincados motivos impressos no gesso, um palco ao fundo, cheio de luz e som... e aquele ambiente de fumo que eu tanto detesto, que me deixa os olhos a arder e as roupas a cheirar a tabaco... tu sabes! E enquanto entrava, um mimo vestido de mordomo fez-me uma vénia, como quem diz "Faça favor de passar mademoiselle, estamos todos à sua espera"... senti-me especial. Há pequenos pormenores, tão insignificantes na sua pequenez, que nos fazem tão felizes! E aquele pequeno gesto é representativo de uma estrutura de marqueting tão bem pensada e eu... já estou a teorizar outra vez! Passei o mimo, e dirigi-me a uma mesa num canto. Mal me sentei o empregado solícito acercou-se, e sem nada dizer aguardou que pedisse: Um Daiquiri, se faz favor.
O ambiente era escuro, convidava à reflexão. Acendi um cigarro e fiquei a ver o fumo desfazer-se em volutas de azul. Subitamente todos se calaram. Acendeu-se uma luz, e tu, sim tu! Tu entraste vestido de fraque! Fizeste uma vénia ao público e encaminhaste-te para o piano de cauda preto que estava no centro do palco. É engraçado, pensei eu, não fazia a mais pálida ideia que sabias fazer vénias com tal elegância, nem que tocavas tão bem. Repentinamente, levanto-me e encaminho-me para ti. Piscas-me o olho em aprovação, tiro o casaco pesado que trazia ao ombros, e começo a cantar! É a minha voz que oiço, mas não é a minha voz que canto! E aquelas músicas! Não as conheço de lado nenhum... São tão diferentas, a estrutura melódica é tão diferente do que estou habituada a ouvir.
Sinto que o público gosta de nos ouvir, que se deixam embalar pelo nosso sonho. E repentinamente falha o sistema de som, apaga-se a luz... e o público canta connosco! Maravilhoso.

corto


Corto amigo,
Morro devagarinho, de saudades tuas! Como é que tu, vil, te atreveste a fazer-me isto? Conquistares-me aos poucos, de mansinho, e quando finalmente tiveste toda a minha atenção... foste-te embora!
Sinto a falta das tuas histórias, das tuas aventuras de finais supreendentes e miraculosos, da maneira como sorrias e dizias "És perfeita", como acabavas as minhas frases, como nos entendiamos intuitivamente... especialmente da tua habilidade em tocar o meu Eu profundo, e levar-me a considerar seguir-te e viver contigo essa tua vida aventurosa, por esse mundo fora... nós os dois...
Adorei as tuas cartas! Cheiram a mar, a terras estranhas, a especiarias que não conheço... são como a tua voz quando me contavas histórias: trazem insitas outras realidades, outras dimensões.
Que te dizem as estrelas Corto? Voltaremos a encontrar-nos? Gostava de poder mergulhar nos teus olhos e perder-me outra vez...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Lempicka

Auto-retrato num Bugatti Verde - Tamara de Lempicka

Há ícones da nossa adolescência que nos deixam uma marca indelével, que determinam o nosso sêntido estético ou completa falta do mesmo.

Lempicka inaugurou um estilo único. Em plenos anos 20, pintava como quem esculpia, e utilizava como modelos de inspiração apenas o que de melhor o mundo lhe oferecia. As mulheres retratadas são todas mulheres belíssimas, de olhos sonhadores e a vibrar de sensualidade. Lempicka soube retratar justamente mulheres precisamente por ser uma mulher, por compreender a multiplicidade de sensações que nos perpassam no segundo em que nos vemos observadas por olhos alheios, inquisidores, apreciativos, atemorizadores.

Do estilo escultórico com que presenteou as gerações vindouras pouco se fala, mas a marca deixada no ideário feminino permanece. Emprestou o nome a um perfume que usei durante anos até me fartar, Lolita Lempicka, e influenciou o ideal de beleza feminina com os seus quadros repletos de força e suavidade.

Quando era uma medusinha adolescente olhava para estes quadros e pensava... é tão bela! Serei eu alguma vez assim?

A medusasss a voltar à pré-adolescência - Desafio ou melhor INQUÉRITO

Pois que não estava nada a contar com isto! O Hydrargirum, aquele sacaninha, desafiou-me e cá estou eu... a contar pormenores sórdidos da minha vida!
1. Alguém que te fez rir ontem à noite? - Sim, muita gente me fez rir ontem à noite, mas ninguém me fez cócegas, isso não.
2. O que estavas a fazer às 08 da manhã? - Estava a soltar das pragas mais mal educadas que conheço, "f****, estou outra vez atrasada!" e outras que mais.
3. O que estavas a fazer à 30 minutos atrás? - A lanchar um parolo (pão) com queijo.
4. O que te aconteceu em 2006? Assim de importante... tanta coisa! Fiz uma peregrinação muito saaaaaaaaanta! Fiquei lavada de pecados!
5. O que foi a última coisa que disseste? - "Uma doida???"
6. Quantas bebidas bebeste hoje? - Muitas, praí 2 cafés, água, dry martinni, "shaken not stirred". ACHAM???
7. Qual é a cor do teu pente? - Só tenho escovas, isso de pentes é para gajo.
8. Qual foi a última coisa que pagaste? - 4 parolos.
9. Onde estavas ontem à noite? - Curiosidade mórbida! A dormir recatada e SOZINHA na MINHA caminha, como a bela adormecida.
10. Qual é a cor da porta de entrada da tua casa? - Branca.
11. Onde guardas os teus trocos? - Num porta-moedas super original, que a Ushy me trouxe da Alemanha.
12. Como está o tempo hoje? - Não faço a mais pálida ideia, isto gente que trabalha não olha pela janela e agora já é noite e está frio QUE DOI!
13. Melhor sabor de gelado? - Café.
14. O que te anima na vida? - Amigos, família, os oligofrénicos (atrasados mentais) com quem me cruzo... and so on...
15. Queres cortar o teu cabelo? - Quero pois. As pontitas. Mas isto cabeleireiras é melhor ir lá mais para a frente, porque da última vez que pedi as pontas fiquei com o cabelo pelos ombros e uma raiva à cabeleireira que ainda hoje não quero lá ir tão cedo.
16. Tens mais de 25 anos? - Ora, nasci no ano da graça de 1982, façam as contas!
17. Falas muito? - Depende. Se for interessante...
18. Vês o O.C.? - Isso é o quê? Oyster Company? Oil Company? Estás-me a ver com cara de Adido Árabe?
19. Conheces alguém chamado Steven? - Sim, conheço. O nome dele é mesmo Stephen, mas explicou-me em boa hora que Steve era diminutivo.
20. Inventas as tuas próprias palavras? - Ora pois claro que sim: aproveitadeira, mal da figadeira, inimigo fidagal (de fidalgo) e outros que agora não me lembro.
21. És uma pessoa invejosa? - Isso depende do que se considera inveja. Não invejo os outros, mas se fores de férias para Andorra, vais-me ouvir dizer "Ai, que inveja! Também quero!"
22. Diz o nome de um(a) amigo/a cujo nome comece por 'A' – Albertina.
23. Diz o nome de um(a) amigo/a cujo nome comece por 'K' – Kátya.
24. A primeira pessoa que está na tua lista de chamadas recebidas de hoje? - Mile.
25. O que é que o teu último sms diz? - "Se te convidar para sair não quero que leves as tuas amigas".
26. Mastigas a palhinha das bebidas? - Não, elas servem apenas para sorver os líquidos e para fazer boquinha.
27. Tens cabelo encaracolado? - Não...mas tenho 2 remoinhos de mau-feito.
28. Para onde vais a seguir? - Já, já para o ginásio, e já estou atrasada!
29. Quem é a pessoa mais mal-educada na tua vida? - A minha vida não tem pessoas mal-educadas e espero que nunca venha a ter. Tenho umas amigas com palavreado hardcore, mas nelas tem estilo, classe, e é fofinho.
30. O que foi a última coisa que comeste? - O tal parolo com queijo.
31. Vais-te casar no futuro? - Tenho sérias dúvidas quanto a isso, eu é mais junta de facto e depois logo se vê.
32. Qual foi o melhor filme que viste nestas últimas duas semanas? - Ora pois que o tempo tem sido zero... Vi o departed.
33. Existe alguém de quem gostes neste momento? - Sim, estou perdidamente apaixonada pelos meus amigos, não compreendo como gostam de mim, me aturam, e ainda me convidam para sair!
34. Quando é que foi a última vez que lavaste a loiça? - Hoje à hora do almoço.
35. Estás deprimido neste momento? - Não, estou mesmo aborrecida por ter concordado em responder a este "INQUÉRITO".
36. Choraste hoje? - Não. E acho que não o vou fazer tão cedo, a não ser que haja uma tragédia e fique orfã, ou me morram os gatos, os amores incondicionais da minha vida.
37. Porque respondeste a este questionário? - Porque o Hydra é mau! Desafiou-me... e eu com desafios digo sempre que sim... é o meu calcanhar de Aquiles... já me conhece, o safardolas!
38. Etiqueta 5 pessoas para responder a este questionário.
Os pobres coitados que se seguem, tenham paciência, mas se eu consegui sobreviver a esta traumática viagem ao passado, eles também conseguem! Let the festivities begin!
3- Maga

domingo, novembro 11, 2007

Rua da Ilha - The grand finale

Estava já a estudar para as segundas frequências quando se instalou o desespero. Já entrava pelo quarto adentro sem bater à porta, sem pedir licença. Encontrava as coisas sempre diferentes quando regressava da faculdade... e quando falava disso com os progenitores, esbarrava num muro de total incompreensão: "Oh, no meu tempo era pior! Discutiam connosco porque queriam que só tomassemos um banho por semana, vê lá! Tinhamos de tomar banho às escondidas! Era uma emoção! E na República das Odaliscas... só lavavam a loiça quando não tinham onde comer! Chegavam a andar à bulha só para decidir quem era a pobre coitada que tinha de lavar a loiça com semanas!" - Mas mãe! Eu não tenho de passar por isto. Ninguém hoje em dia se sujeita a uma situação assim?!? - "E no Porto! Vivi numa República que se chamava Já Não É... sabes, com aquela lei da ditadura que proibiu a prostituição, as antigas casas de putas ficaram vagas e só os estudantes é que iam para lá... nós tinhamos um placa a dizer Já Não É para avisar os clientes mais distraídos!" - Mas ninguém me compreende? A velha está a dar cabo de mim. Isto é terrorismo psicológico! - "Filha, não vais sair agora a meio do ano, em plena época de frequências, esperas pelo Verão e depois escolhes uma casa com mais calma".
E a medusasss lá teve de se arranjar com o que tinha... Foi às páginas amarelas e viu: Finanças... ora bem, morada... número de telefone... secção de fiscalização... hummm ok!
- D. Conceição, já lhe disse que não pode entrar no MEU quarto, que pago para poder utilizar, nem quando estou ausente, nem muito menos enquanto cá estou! Está a ver este número? Eu leio para poder compreender melhor! É o número das finanças! É o 239 xxx xxx! Se continua a chatear-me vai ver! Telefono-lhes e depois quero ver como é que lhes explica toda esta gente que tem nesta casa, sem contrato, nem recibos!
Os últimos 2 meses foram de paz...

Mutts... real filosophy

A imagem que melhor guardo dos Mutts, é do Earl, abanando a cauda excitadíssimo, numa expressão de amor incondicional, dizer, perante a taça repleta de comida: Great hunter, always on time!


Pena de Morte

Idées Noir - Franquin
(clicai na imagem para ver melhor)


Sempre fui contra a pena de morte. Sempre achei que pior que morrer é ser condenado a prisão perpétua. Só de imaginar a vida a prolongar-se, dia após dia, igual, monótona, cinzenta, bolorenta... com ou sem sentimentos de culpa... é de cortar os pulsos, na vertical, sem qualquer hipótese de salvação.

Quem anda nos tribunais sabe como a prova é muitas vezes diabólica, como, mesmo quando a verdade nos assiste, esta parece escapar-nos por entre os dedos. É, demasiado frequentemente, muitíssimo difícil explicar aos constituintes que não basta sabermo-nos no uso da razão e da verdade, é preciso prová-lo.

E quando temos um sistema de conceitos a que denominamos "linguagem", que em vez de nos aproximar, nos afasta; quando temos uma vasta maioria da população que não se sabe exprimir, e anda a enganar meio mundo, fingindo que o sabe... e quando esses chico espertos vão a tribunal testemunhar, apanham pela frente um advogado queirosiano, que lhes dá a volta ao português com uma pinta, e os põe a jurar solenemente que o sol da meia-noite é vermelho, apesar de nunca o terem visto!

Conhecendo o Sistema Judicial e as suas falhas, como podemos avocar capacidades punitivas extremas como a pena de morte e a prisão perpétua? O risco de punirmos alguém inocente é tão grande que é incomportável defender-se um sistema assim.

Acresce que todas as instituições humanas, porque criadas por humanos, são defeituosas. Aplicar penas capitais definitivas exige do aplicador uma rectidão que não conheço a ninguém. Por outras palavras, que ser humano teria legitimidade para o fazer? Legitimidade baseada em quê?

Por outro lado, olhando para o criminoso. Não aprendemos já que todos temos tendência para demonizar os outros? As pessoas nunca são tão más nem tão boas como as achamos, são só imperfeitas e diferentes.

Não defendo, obviamente, a anarquia! Não! Mas jamais alguém me verá assinar uma petição a favor da pena de morte.

sábado, novembro 10, 2007

dead can dance

Dead Can Dance - The Carnival Is Over

Foi com a Wimoe que descobri Dead Can Dance: estávamos em Guimarães, a entrar na zona histórica e começámos a ouvir Saltarelo, seguido de Yulunga. Todas as serpentezinhas arrebitaram as cabeças, e fiquei a ouvir estarrecida: foi amor à primeira vista.

O vídeo de Carnival is over é belíssimo, fico sempre suspensa a olhar para as imagens a sucederem-se, uma atrás da outra... mas também gosto muito do vídeo de Within the realm of a dying sun, que infelizmente não posso transportar para este blog, mas que os leitores podem ver aqui.

Gosto de mensagens enigmáticas, repletas de símbolos cuidadosamente viciados, em que se dá total liberdade ao espectador de interpretar ao seu agrado, com base nas suas experiências e gostos pessoais. Muito pode ser dito sobre aquele vídeo, mas eu não vou dizer mais nada!

Jantar de família

Para quem desconhece, a medusasss tem família, aliás, todos os moribundos deste blog têm família, e estranhamente, tirando a esquizoide, pela qual não ponho as mãos no fogo, somos todos gente mais ou menos equilibrada! Estranho, não??
A acção passa-se num jantar de baptizado, em que, como sempre, a medusasss ficou ao pé dos primos mais novos, e cansada de ouvir os miúdos a discutir pela posse de um carrinho velho de metal e um carro de bombeiros, decide contar uma história...
Msss: Vocês querem ouvir uma história?
Primos: Simmmmmmmmm!!!
Msss: Então vamos lá a ver, S., dá-me os carrinhos. Ia este carro muito bem na autoestrada... e ia em excesso de velocidade, quer dizer, ia muito, muito rápido. E como vinha de uma festa, tinha bebido uns copitos e já vinha alcoolizado, quando surge uma curva no caminho, e ele não teve tempo de reagir e pimba! Foi a capotar pela ribanceira abaixo (isto é capotar - demonstro com movimentos alusivos, utilizando o carrinho de brincar - e isto é derrapar, e isto é fazer piões).
Primos: (silêncio profundo, olhos arregalados a olhar para mim)
Msss: Alguém chama a ambulância, que é o número... 112 (tenho grandes talentos pedagógicos escondidos), e vêm os bombeiros. Como o carro ficou completamente destruído e não conseguem tirar o condutor, têm de serrar a parte de cima do carro. Lá dentro é só sangue, sangue por todo o lado!
Primos: (com os olhos ainda mais arregalados)
Msss: Levam o condutor para o hospital, que tinha as pernas partidas e uns arranhões muito feios, e tará, vitória, vitória, é o fim da história!
Primos: uau!... Contas mais uma!
Msss: Não tens aí um helicóptero? Não? Então fica para a próxima. Vá, vão comer a sobremesa!

É cada vez mais difícil hoje em dia surpreender os miúdos!