Mostrar mensagens com a etiqueta No comments. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta No comments. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 17, 2008

Curtas: Rio de Liberdade

Orson Welles fala-nos dum problema que se agravou cada vez mais... Freedom River, data de 1971 e não é uma animação extraordinária a nível visual. No entanto o seu conteúdo é tão forte e actual que até se torna estranho pensar que este filme já tem mais de 30 anos.
Os novos problemas são problemas antigos, esquecidos e relembrados.
De quem é a culpa?





segunda-feira, abril 28, 2008

Eu cá ando moribunda porque...

Até concluir se concordava ou não com este senhor, tive de ler isto duas vezes:

«Vencido. Negaria a revista, confirmando, por mor de tal, integralmente, o acórdão impugnado, sopesado que:
No exarado no artº 505º do CC, mesmo interpretado consoante sufragado por Vaz Serra ou Calvão da Silva, e é outrossim, proposto por Brandão Proença, estes alguns dos civilistas «convocados» em abono da tese que fez vencimento, não encontra aquela, não obliterado o provado, justo repouso, salvo sempre o devido respeito por entendimento díspar.
Inexiste, entre nós, norma consagrando a não permissão de oponibilidade da «faute inexorable» para os danos corporais sofridos pelos menores, desta ou daquela idade, mesmo que aquela tenha sido a causa motriz e exclusiva do acidente.
Efectivamente: Em nosso entender, «in casu», resulta, mas seguramente, do apurado que o sinistro foi realidade devido, unicamente, a culpa grave da lesada, a infeliz autora, para a eclosão do acidente de viação não tendo, consequentemente, contribuído o risco próprio do veículo automóvel.
Estamos, a nosso ver, ante paradigmática hipótese em que, mesmo engrossando as «fileiras» dos que, com acerto, adite-se, recordam, como Brandão Proença, que um «pensamento jurídico moderno, actualizado, faz da tutela dos lesados no tráfego rodoviário o seu leitmotiv» (in « Cadernos de Direito Privado», nº 7, Julho/Setembro de 2004, pág.25), outra solução se não impunha, em sede de revista, que não a confirmação do naufrágio, «in totum», da acção, sem mácula decretado pelas instâncias.
O ter-se feito funcionar a concorrência heterogénea, o havido apelo à solução concursal, riscos próprios do veículo/conduta da lesada, culposa, nela se tendo feito assentar a bondade da parcial concessão da revista, toda a materialidade fáctica a ponderar a apreciada, naquela, repito, não antolho arrimo

Mas concordo, plenamente!

A questão que se coloca é se este texto é:
a) hermético;
b) eclético.

E quanto a isso não consigo concluir com probidade...

Olá, neste questionário podes votar as vezes que quiseres! :p

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

Lei do tabaco - especificidades legais



Reparem nas grandes diferenças entre o disposto na alínea a) e o disposto na alínea b)!

Adorei, adorei, adorei!

E portanto partilho convosco esta pérola legislativa! :p

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Por falar em quizzes...

...do mais alto gabarito, criou-se tema digno de tese de mestrado, e que tem suscitado a maior compilação de sorrisinhos abafados e esgares amarelos:


Quando os membros do sexo masculino bebem* e vão mictar,
conversam com o sujeitinho que está ao lado?

*(bebidas alcoólicas e ficam
em estado de etilizada alegria)
Depois de questionado um vasto universo de:
a) gajos;
b) que bebem*;
c) que mijam.

Chegámos à brilhante conclusão, com direito a uma percentagem de 100% (mas cujo desvio padrão nos leva a reconsiderar percentagens mais modestas de 98%), que sim, que quando bebem e vão mictar, ainda com a mãozinha na dita, sentem o apelo irresistível de trocar umas palavras.
(ah, as piadas fáceis que podemos fazer aqui!)
Claro que não há uma, sem duas! Eis a pergunta óbvia que se segue:

E quando estão sóbrios?

(queriam outra pergunta não era? "Do que falam vocês?", devem estar as meninas a pensar! Curiosas!)
Pois que quando sóbrios ou não sentem o apelo, ou... o que é certo é que não falam, nem para dizer "Então boa tarde!".

E depois somos nós as esquisitas, as complicadas, aqueles seres complexos sem livros de instruções! Bah!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Beatriz

Anda Beatriz, o pai já está à espera no carro! Não arrastes o cachecol pelo chão! O chão está uma porcaria e depois ficas doente. Não queres ir ao médico outra vez, pois não? (Não...)
Vá, anda cá, eu ajudo-te a pôr. Vês? Assim ficas muito mais bonita! (Ó mãe, o pai levou os sacos?)
Dá-me a mãozinha, vamos de elevador que está muita gente nas escadas rolantes! Não sei o que me deu para me vir meter nesta confusão! Que inferno! (Mãeeeee, o que é o inferno?)
Vá, foi um instante! Já chegámos!
Beatriz? Anda cá! Não é altura para brincar à apanhada!
Beatriz? Beatriz?

E a porta do elevador fechou-se e já não se abriu... Piso 0, 1, 2, 3, 2, 1... uma eternidade... Beatriz, onde estás?

(é nisto que me dá para pensar quando vou aos saldos, pfeee)

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Bate violentamente, como quem chama por mim



Será chuva, será vento?

É chuva e vento, é temporal e alerta laranja: pézinhos molhados e a chuva que agride, estridente. E no entanto... não fosse não poder ficar doente nesta altura do ano, nada me daria mais prazer que sentir a chuva cair torrencial num qualquer impermeável, junto à praia, como nos bons velhos tempos!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Votos de Natal! :)

Moribundos que nem uma vaca louca (especialmente quando temos todos de estar esfuziantes de alegria), desejam a todos um Natal assim-assim.

terça-feira, dezembro 18, 2007

expose yourself to ART!

Hoje revi o Little Miss Sunshine e há uma passagem que não me sai da cabeça. "This guy Proust, he took 20 years to writte one of the best literary works of all times, maybe the best, and no one reads it! And you know? He says that all the suffering worth it, because he learned out of the experience... all of his years of happiness he does not recalls a thing."
E não, não vou falar da estética/pedagogia do sofrimento. Antes penso gostosamente em todos os livros que já li, em tudo aquilo que cada um significou para mim... e como tenho cada vez menos tempo e disponibilidade para ler boa literatura, e aprender com a leitura.
E também reconheço em mim menos capacidades para o fazer: não tenho paciência para determinados livros: Boris Vian é muito estranho, Malraux é muito denso, Joyce é muito difícil, Camus... é uma seca! O problema só pode ser meu! Há quem os ache génios da literatura!

Estou a ficar enredada nesta cultura do consumismo fácil, onde impera o instantâneo. E se visualmente alguma obra de arte me agrada, me entusiasma... Já vi, passou! Nada de pesquisar sobre as motivações do artista.
Aliás... confrange-me, mas hoje a arte é feita essencialmente para o próprio artista, dentro da sua bolha "actimel" de representações pseudo-individuais/sociais, já que quanto mais incompreensível para os outros, melhor a obra de arte! Significa que o génio se encontra muito à frente nas nossas mentalidades mesquinhas e limitadas, e que nada mais temos a fazer que abrir a boca em admiração e fazer de conta que sim, que percebemos.
Confessar ignorância cai mal. Na sociedade de hoje ninguém é ignorante, todos sabemos tudo sobre absolutamente qualquer assunto.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Lalalala, é Natal!

Imagem dedicada a todos os snoopes :p


Já andei por aí a comprar prendinhas para os amigos, já recebi prendinhas (mik@, aquele relógio da Burberies é liiiiindo! Grazie tante!)... incluindo uma Rena giríssima em peluche, que vai ficar a matar na Sala de Jantar!

E pois que agora começam os jantares de Natal!

eheheheheh Vá, roam-se de inveja! A medusasss vai jantar com 9 (sim 9!) lindas raparigas, todas com menos de 26 aninhos! Aquilo é que vai ser animado!

Já sabemos que se houver vinho, será branco (paladar mais delicado), e que o restaurante se encontra no segredo dos deuses!


E depois vamos as 10 por aí, de bar em bar, que o Natal é para ser festejado como deve ser!

terça-feira, dezembro 11, 2007

Sonhos


Em Português Spirited Away foi traduzido para A viagem de Chihiro.
Qualquer uma das versões transporta-nos para um mundo paralelo, regido por regras diferentes e completamente estranhas para não-aptos.
Para nós ocidentais essas regras ainda são mais incompreensíveis: a nossa cultura, o nosso sistema de símbolos não abarca estes conteúdos, estas novas formas de significação.
E enquanto uns rejeitam, outros ficam extasiados, sedentos de mais, e mais!

Confesso que a mim me fascina a existência de um mundo paralelo, em que os sonhos e os pensamentos mais íntimos e negros se concretizam, em que sonho e realidade não têm aquela linha, se bem que ínfima, de separação, em que a qualquer momento saltamos de um mundo para o outro, sem pré-aviso, e somos responsáveis não só pelos nossos actos, como também pelos nossos pensamentos e devaneios.
Responsáveis pelas decisões que tomamos nos nossos sonhos, como se da vida real se tratasse, sem redenção, em que aquilo que sonhamos influencia abertamente aquilo que se passa no reles quotidiano, no nosso e no daqueles que tenham a pouca sorte de representar como figurantes ou actores secundários nos nossos sonhos.
E estas múltiplas opções abrem um caminho vastíssimo na produção literária, mas ao mesmo tempo trazem em si problemas morais e éticos: como se pode responsabilizar alguém por algo que pensou? Como se pode punir alguém antes da tomada de decisão final, antes dessa decisão ter consequências irreparáveis?
Porquê punir alguém por uma opção diferente no mundo inconsistente dos sonhos, em que tudo se apresente enevoado, os movimentos toldados naquelas inexplicáveis malhas, e em que nos vemos perante os dilemas morais mais absurdos e surreais, que a ter algum significado, será um significado maior, que não alcançamos.
--"--

Acordei estremunhada.
Aquela cara... pavorosa.
Não, não me lembro de ninguém assim, eu não conheço aquela pessoa. Horrível... olhava-me fixamente, com os olhos arregalados, impositivos... e aquela cor... parecia morto, arroxeado, de cadáver em avançado estado de putrefacção.
Não, nunca conheci ninguém assim. Será que isto tem algum significado. Não ouvi nada, tenho a certeza, não há qualquer mensagem, só aquele olhar, acusador, como se eu estivesse em falta! Mas falta-me fazer alguma coisa?
Será que este sonho continua? Será que vou sonhar mais vezes com isto? QUE HORROR! VA DE RETRO QUE EU PRECISO É DE DESCANSAR!

Dois meses depois fui notificada da morte de MB, emigrante de leste, contumaz e ausente em parte incerta. Não foi presente a julgamento. O processo foi arquivado por extinção da responsabilidade penal.
--"--
Falávamos. Não me lembro de como esta conversa tinha começado, mas tu olhavas-me irado, farto. Incomodado. "Que foi? Chateia-te que tenha cabeça? Que saiba o que se passa? Que veja o fim antes de acontecer? Que veja mais longe que tu?" - respondia também irada.
Do nada veio aquela bofetada, e eu repliquei com força.
Repentinamente acordei, sozinha. Doía-me a face e os músculos todos. Telefonei-te. "Estás acordado?" -"Sim. Acabei de ter um sonho esquisitíssimo contigo" - "Ai sim? E lembras-te como era? Alguma coisa... menos decente?" - "Já não me lembro bem, mas deve ter sido algo assim desse género! Ahahahah!"
(Pobres, sempre um passo atrás)

quinta-feira, dezembro 06, 2007

gestos


A vida é repleta de comédias dramáticas, cheia de enganos. Pensamos que falamos todos a mesma linguagem, mas tudo isso não passa do maior embuste, entre todos os outros. Não passamos todos de ilhas mais ou menos amontoadas em pequenos ou grandes arquipélagos, consoante os intrincados mapas das nossas relações.
Muitas vezes fazemos um esforço imenso em aceitar a diferença dos outros: o sorriso escarninho pouco sincero, que esconde uma pessoa amável e prestável; o sorriso aberto e provocantemente empático, que oculta um parasita social; o desleixe e total caos interior de um amigo, que nos magoa nas suas contradições, mesmo nunca nos querendo mal.
É irredutível. Há tantos gestos quanto pessoas, há tantos significados para a Amizade como o número de amigos que realmente temos, somados aos amigos dos amigos, ad aeternum.
E existimos nós, cheios de dúvidas sobre a real intenção dos outros, e sobretudo sobre aquilo que nós próprios estamos dispostos a arriscar para conhecer os outros.
E com o passar do tempo reconhecemo-nos mais cínicos: a calculada frieza dos gestos na tentativa de conhecer antes de nos darmos a conhecer, ignorando que do outro lado está outra pessoa a fazer exactamente o mesmo, nesta comédia de enganos que é a vida.
E como a medusasss tem N serpentes desvairadas, tem dias em que manda o castelo de cartas ao ar e vai espairecer as ideias, voltando sempre mais forte e simultaneamente mais frágil, porque as serpentes não chegam para colmatar a necessidade que todos nós sentimos de comunicar com os outros.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Mutts


Mataram-me um gato à porrada.
Chamava-se Fofinho, tinha 3 anos e licença de condução: atravessava a estrada todas as noites sem ser atropelado.
Era um gato amarelo tigrado de aspecto franzino, mas muito esperto. Astuto e estratega nato, conduzia os oponentes masculinos para o nosso quintal, onde os meus cães faziam o trabalho sujo. A gataria estava toda rendida aos seus belos bigodes brancos, e aos miados doces, de galã espertalhão, inconsequente.
Lembro-me de numa noite fria de Outono ter caído no tonel, onde o vinho fermentava, e ter espado milagrosamente... Fofinho, o gato alcoólico cor-de-rosa!

Envenenaram-me um cão.
Chamava-se Magnum e tinha 1 ano. Estava a ser ensinado a não aceitar comida de estranhos, e pela primeira vez tinha sido domado. Já obedecia às ordens principais: "Não!", "Magnum!", "Canil!", "Cão feio!", "Senta!", "Dá a patinha!". Nunca tivemos um Castro Laboreiro tão difícil!
"Magnum, cão feio! Canil!"... e o palerma deixava-se ficar sentado, a olhar para nós, trocista... até que quando faltava só 1 metro para o apanharmos, o estafermo dava um pulo e em 2 segundos já estava a 10 metros a abanar a cauda.

Atropelaram-me um gato.
Tinha 8 anos e ia a pé para a escola quando o vi estendido na beira da estrada, com sangue a sair pela boca, e a barriga esborrachada, com as vísceras todas de fora. Fui a chorar para a escola e passei o dia todo a chorar. Chama-se Bolinhas e era o gato mais palerma que alguma vez tivemos. Faziamos tudo daquele gato, inclusivé metê-lo no buraco da garrafeira, agarrar nas duas patitas e andar as voltas com ele, só para o ver voar!

De todas as vezes que isto aconteceu eu jurei para mim própria que jamais perdoaria a quem fez isto. E não perdoo. Assim como não perdoo aos donos acéfalos que têm animais de grande porte em apartamentos, animais acorrentados com pouquíssimo espaço de trela... aos donos que castigam os animais como se fossem eles os culpados pelas frustações que a vida lhes reservou. Não perdoo a quem anda em lutas de cães, galos... não perdoo!
E juro que, quando tiver oportunidade, toda essa gente vai pagar pelo que fez, com juros!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Or else...

Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã ia crescendo em intensidade e calor. Dormias profundamente, a tua respiração pausada, sincopada, leve... tão leve!
Dei-te suavemente um beijo e saí (claro que primeiro a protagonista teve de passar pela casa-de-banho, mas isso estraga o ambiente romântico!). -Opah, ó sua serpente atrevida, nada de apartes! Deixa a medusasss aka Med Maltese continuar a narrativa!
(...)
Dei-lhe suavemente um beijo e saí, não sem antes fazer as matinais abluções (satisfeita?). O dia crescia em luz e calor. (Óbvia e evidentemente que crescia em luz e calor, né! Não é isso que acontece todos os dias?) -Tu já te calavas, pá! Podia ser um dia de Inverno, chuvoso e triste! Ou então um dia tempestuoso, repleto de tensão e electricidade estática!
(...)
Dei-lhe suavemente um beijo e saí apressadamente, uma tempestade diluviana e repentina ameaçava rebentar a qualquer momento. Era urgente chegar primeiro, resolver aquele imbróglio! (Como é que a tempestade pode ser diluviana se ainda não rebentou?)
-Tinha de ser, tinha de ser! -repetia insanamente para comigo mesma -É sempre assim. (o que é sempre assim?) -SSsssssssss, eu mordo-te!
(...)
Pah, acabou-se! Escrevam vocês, suas cobras atrevidas e ressabiadas!

--"--
Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã era filtrada pela cortinado que caía pesadamente. Nunca tinha gostado daquela decoração. Nunca me tinha sentido bem naquela casa, cheia dos briq-a-brac, quinquilharia sem valor da tua mãe. Acabou-se -pensei para mim mesma -nunca mais, nunca mais...
Sentei-me solitária à mesa da cozinha, à nossa mesa, a beber pela tua chávena o teu café favorito, enrolada no teu roupão, que cheira tão bem... humm, que ainda cheira a ti...
Despi-o e meti-o na máquina de lavar. Agarrei na chávena e lancei-a contra o chão. Resistente, partiu-se-lhe a asa e ficou a rir-se para mim esbeiçada. Encostei-me à parede e deixei-me cair no chão frio, olhando para a chávena, à espera de uma resposta, que tardava.
-Quando é que me vais pôr no lixo e limpar esta porcaria?
-Perfeito! Agora oiço vozes!
-Não sejas tola! Acorda! Acorda! Acorda!!!
Acordei estremunhada. Amanhecia. Enrolei-me naquilo que restava do nosso leito, enquanto a luz branca da manhã incidia sobre o teu rosto, que fazia caretas, incomodado. Dei-te um beijo suave. Acordaste e resmungaste "Ainda não mãe!".
Foi então que arranquei os cortinados e parti a quinquilharia da tua mãe, enquanto me olhavas pasmo "que fazes?".
-Eu? Nada... acordei com vontade de partir loiça. Toma! É revigorante!
-Boa! Sempre detestei esta tralha por aqui!
-Tu também?
E partimos loiça alegremente, enquanto a vizinha de baixo telefonava para a polícia, porque estavam a matar alguém no andar de cima.

domingo, dezembro 02, 2007

A VERGONHA!

cash advance


Confesso que estou envergonhadíssima... O nível de leitura deste blog corresponde ao secundário! Sim! Aqueles adolescentes barulhentos dos 15 aos 18 anos!

É desta que nunca mais escrevo nada... snif snif

sexta-feira, novembro 30, 2007

Curriculum vitae

A importância da foto no curriculum



Presada Dotora,

Quero candidatarme pra o lugar de ceqretário que vi no jornau.

Eu teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas ben.

Axo que sou bom ao tefone em bora seija uma peçoa sem muito extudo.

O meu salario tá aberto há discução pra que a Dotora possa ver o que mi pode pagar e a Dotora axar qui eu meresso.

Pósso comessar imediatamente.

Agradessido em avanso pela sua resposta.

Cinceramente,


Coloranildo Silveira


PS : Como o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.



Resposta da Empregadora:



Querido Coloranildo Silveira,

O emprego é seu.

Nós temos correção automática no word.

Compareça já amanhã.


Obséquio das queridas colegas C e R!

eheheh

Tirando o aspecto de quem respira pela boca, até é gira

Olha, ali em frente! (Ali? Onde?) Aquela tipa com o chapéu vermelho! É a nova namorada do ex da X! (Ai sim? É a tal?) Sim... agora não me posso virar para trás senão dou muito nas vistas... Dizem que é gira. O que achas? (Bem, tirando o aspecto de quem respira pela boca, até é gira.) Ahahah!

--"--

Estas mulheres... sempre tão malévolas no corte e costura! É que não gostamos de falar mal de ninguém, e nunca o fazemos das amigas, mas aquelas que já se afinfaram/estão em vias de afinfar a namorados/ex-namorados... Meninas! Esqueçam! Não escapa nada! Nem o total mau gosto das cores combinadas, nem a roupa demodé (5 minutos!), nem a bela da camisolinha croché (o horror, parece uma viagem ao passado... La Redoute, estilo serrano outono/inverno 89/90!), nem os quilinhos a mais, ou os quilinhos a menos, nem as olheiras, o excesso de maquilhagem (à la putefe), e se a mala for gira... (bolas pah, já não basta a raiva da miúda ser mal-educada, ainda anda a exibir uma mala giríssima!). Sim, nós mulheres podemos ser muito, muito más!
E claro que olhamos para nós e rimo-nos com gosto: -Tu também estás com uma cara... parece que te passaram com uma caterpillar em cima! (Qual é a marca do teu corrector de olheiras?) - É da Avene... mas o melhor para as olheiras é usar um hidratante! (E qual usas?) - Olha, vais a uma farmácia e pedes a pomadinha para as hemorróidas! Ficas com isso au point! Pois que hemorróidas!!! Ahahah!!!

quinta-feira, novembro 22, 2007

As bruxas - parte II


Com excepção de Opostapsique, nenhum dos leitores quis dar ideias para os três consecutivos dias que faltavam para perfazer uma semana de burburinho, pelo que a medusasss meteu dedos ao trabalho e deixou a imaginação partir à desfilada, como nos últimos tempos tem sido habitual...

Ao fim do quinto dia, cansadas de olhar para a barriga lisinha, na esperança que se mexesse, qual alien esburacarador de ventres macios, pensaram, finalmente, que andava muito pálica, que possivelmente seria excesso de trabalho (e anda tão magrinha a pequena... ou tem anemia ou aquelas doenças modernas, anorexias), e que atenta a palidez mortal, não teria mais de uns meses de vida, (coitados daqueles pais, pagar um curso superior para isto!).
E como a vida é chata, ao fim do sexto dia teria sido raptada numa discoteca da capitale (porque esta juventude anda sempre na má vida, na ramboia!), levada arrastada até as arrecadações de um quarto esconso, onde me teriam retalhado arbitrariamente para me removerem os órgãos (imagine que só não levaram o coração porque alguém chamou a polícia!), e que andaria muito debilitada a viver apenas com um rim e a fazer hemodiálise, enquanto esperava por um dador compatível do fígado que me tinham roubado (com um bocado de sorte ainda paga o transplante do fígado que era dela! "Ai as ideias que tu tens, vizinha!").
Na tarde do sétimo dia teria sido raptada por um alienígena (que andam umas luzes muito estranhas para aqueles lados), que teria feito de mim tudo o que queria (sabe-se lá, aqueles prevertidos lá de fora, eu já não saio à noite descansada), e que o desmaio era devido ao cansaço que aqueles exames exaustivos me tinham provocado, a que acresce a reacção alérgica que fiz "aqueles líquídos verdes e azuis que lhe injectaram nas experiências".
Ao oitavo dia, outra moça qualquer teria desmaiado, e voltava tudo ao mesmo, qual oroboro nietzschiano, eterno retorno das mesmas conversas, com as mesmas pessoas, que na minha aldeia se dão pelo nome de 24Horas e TAL&QUAL.

terça-feira, novembro 20, 2007

Bruxas!

Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há!
E a afirmação infra citada, aparentemente paradoxal, tem tanto de falso como o Ronaldo precisar de se mexer para ganhar dinheiro.
Sim mon cher! Tu já ganhaste mais nestes últimos 2 anos que eu ganharei uma vida inteira, por isso não me venhas com historinhas mal contadas e completamente inverosímeis (caríssimo, com essa vozinha não enganas ninguém. Quiçá umas inglesas mal habituadas a gentlemen ou Hooligans, ao estilo Cola do Irvin Welsh).
E assim como o Ronaldo continua a ganhar dinheiro parado, também as bruxas existem, assim como há quem acredite nelas. E o poder da crença é tão forte, que o temido se transforma em realidade, o placebo se transmuta em medicamento eficaz, que, finalmente, médicos conceituados só aceitem pacientes optimistas para cirurgias delicadas e operam milagres da medicina (espertos!).
Mas, atentemos no Lobby Bruxas: Toda a gente conhece pelo menos uma bruxa na sua aldeia de estimação, lar de fim-de-semana, emprestado, ou de parente afastado. Essas bruxas são, com efeito, muito perniciosas.
No espaço de uma semana o meu primo mais novo veio perguntar-me como tinha corrido a operação da minha irmã, se estava bem e quando saía do hospital... e a minha irmã na praia, refastelada!
Imagino a má sorte de desmaiar na rua... no dia seguinte toda a gente comentará que estou grávida, que são gémeos de pais diferentes e incógnitos, um casalinho que se chamará Beatriz e André, e que, suspeita-se... atenção! Suspeita-se que o menino será mulato e terá mongolismo (ai coitadinha daquela mãe, não lhe invejo a sorte), apesar de me recusar a fazer a amnioscentese.
Passados dois dias a situação inverte-se, passo de Maria Madalena a Virgem Maria. Com efeito, engravidei numa piscina porque neste corpinho que Deus me deu não entra traço de pecado. Que, coitadinha da minha mamã que está muito aflita à espera dos resultados dos exames do VIH-SIDA porque sabe-se lá de quem era aquilo (ai credo, nunca mais vou a uma piscina, nem praia, nem utilizo casas de banho públicas).
Ao final do terceiro dia a versão será radicalmente diferente! Afinal namoro secretamente há mais de 3 anos com um cigano traficante de droga, que eu inseriria secretamente na casa de família, no leito conjugal dos pais ausentes (veja lá, a pouca vergonha!)... que qual Cyrano de Bergerac me declamaria poemas à janela, em surdina, e (dizem a más línguas), se encontra a cumprir pena de prisão perpétua por homicídio qualificado e lenocínio ("leno quê?", "opah, o tipo era chulo")!
Ao final do quarto dia não haverá mais puta que eu (ainda mais)... afinal as viagens ao estrangeiro não foram para enriquecimento pessoal, mas sim viagens abortivas disfarçadas de viagens turísticas (a mim nunca me enganou a gáaaldéria, com aquela carinha de santa), já que serei herege, excomungada sem eira nem beira, deserdada por pais inconsoláveis (Essa não é minha filha!) em cerimónia pública (que eu vi, com estes olhos que a terra há-de comer), malas atiradas e livros lançados (sim mãe, sim pai, a biblioteca vai comigo, si vous plais), entre gritos rasgados de raiva e dor...
Hoje estou melodramática...
Querem os leitores acrescentar uma quinta versão? Quiçá mais 3, uma para cada dia da semana!