sábado, novembro 15, 2008

Então meo?

Queres um cu quadrado e uma barriga redondinha? Não?
Então evita que o senhor do meo te entre em casa! Bolas!
Quando era pequeno só tinha uma televisão em casa e era a pretro e branco, refiro-me ás imagens.
A casa era verde por fora e beje por dentro e o caixote do televisor era castanho e preto.

Embora ainda não existisse televisão por cabo, o meu caixote já transmitia vários canais. Não, não tínhamos antena paranóica. A razão é que no monte da Penha estavam instalados uns transmissores e toda a região circundante de Guimarães tinha direito a vários canais à borla.
Nessa altura não fiquei com o cu quadrado nem com a barriga redondinha. Era esbelto porque o meu pai, por vezes um chato de primeiro, obrigava-me a ir lá para fora brincar, alegando que a televisão fazia mal aos olhos e à cabeça.
Eu gostava especialmente do canal RTL aos sábados, em casa dos meus avós viamos o Tutti Frutti, um programa de strip-tease, bem porreiro, pena já não apostarem nestas rubricas culturais.
A borla um dia acabou, ficaram apenas dois canais aos quais rapidamente se juntaram mais dois.
E o nível desceu, o Big Show Sic era o horror de qualquer domingo caseiro, preferia que levassem a fazer compras ao continente, apre!

E agora que praticamente nem via televisão, o senhor do meo apareceu-me em casa e meteu-me uma caixa debaixo do caixote. Como por mágia, dezenas de canais e wireless.
Este verão não fui ao mar, pouco viajei, não me meti em grandes andanças e nem sequer fui ao avante. O tempo estava uma porcaria, mas a culpa foi sobretudo do senhor do meo.
E agora dá-me para ficar numa especie de coma zen a olhar para qualquer coisa, como por exemplo um jogo de futebol de 1996, entre um Benfica de cacaracá e um Estrela da Amadora que sempre foi de cacaracá. E babo-me e estou a olhar mas não vejo nada.
Raisparta o senhor do meo, se te apanho!
Boi!

sexta-feira, novembro 14, 2008

Definições

O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses,
os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e
tudo é organizado pelos suíços.



O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos,
os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e
tudo é organizado pelos portugueses ...
Obrigado Mzinha :)

quarta-feira, novembro 12, 2008

A minha próxima viagem...

Andaluzia, El Camino del Rey

Moribundo, coijo e tal, vamos?

terça-feira, novembro 11, 2008

O condicional

Já Eça de Queirós brincava com os brandos costumes portugueses, na mais absoluta aversão pelos diminuitivos, que não, não são queridos, efectivamente diminuem uma pessoa.
Não há para cá titis, nem mamãs, nem Aninhas, Barbrinhas, Pedrinhos, Vasquinhos nem Gonçalinhos, que se já não bebes do biberão tens é de te comportar como um... homenzinho!
E confesso que também fico logo de sobreaviso quando vêm ter comigo e é Medzinha para aqui, Medzita para acolá... Meus caros, seriedade! Convencem-me com argumentos, não com técnicas falaciosas de mind control.
Mas isto há dias e dias... e nalguns dias estamos mais expostos, mais sensíveis a essas técnicas manipuladoras que nos predispõem bem para o problema, antes mesmo de sabermos quanto é que nos vai ser arrancado da pele!
E se somos o que falamos, eis como os sabedores nos dão a volta:
-Não queres ver este filme?
-Vamos ver este filme?
Ah pois é! E se...
-Queria um cafezinho, se faz favor.
-Quero um café, obrigado.
Eu sou aquilo que falo e aquilo que escrevo, e uso o condicional mais do que deva. A partir de agora não há p'ra'qui indecisões, "ou sim, ou sopas", e era uma pratada de ossos qu'isto uma mulher tem de se alimentar!
(sim, sim, coijo e tal dieta)

segunda-feira, novembro 10, 2008

A origem da Medusa

Já muitos me perguntaram qual a origem da Lenda da Medusa, e como quem conta um conto acrescenta um ponto, aviso já que há várias versões da mesma história, pelo que aquilo que se disser aqui poderá não corresponder à versão que já conhecem.

Conta a lenda que as Górgones eram três irmãs (Esteno, Euríole e Medusa) de esplendorosa beleza, e de tal forma belas que se assemelhavam demasiado aos próprios deuses do Olimpo, atraindo as suas atenções e também a sua inveja.

Uma das Górgones, a Medusa, foi assediada de um modo bastante agressivo por Poseidon, deus dos mares e oceanos, e ambos estavam tomados de uma paixão de tal modo incandescente que nem respeitavam os locais de culto, tendo sido surpreendidos por Athenas, a deusa da sabedoria e da guerra, em actividades menos próprias dentro do seu próprio templo!

A decorrência de tal episódio é celebre: Athenas tomada pela ira e pela inveja da beleza da Medusa, transformou os seus belos cachos de cabelo em serpentes venenosas, deformou-lhe as feições e cobriu de escamas a outrora sedosa e macia pele. E, como achasse que tal castigo não era ainda suficiente, amaldiçoou-a com a solidão, já que todo o ser vivo que fitasse os olhos da Medusa era automaticamente petrificado.

Como ambas as irmãs da Medusa eram cúmplices no esquema dos encontros no templo de Athenas, a deusa condenou-as a uma eternidade de miséria e loucura, tendo-as desfeado e dado apenas um dente e um olho, que as irmãs tinham de partilhar.

Conta a lenda que Perseu, um dos muitos filhos de Zeus com meras mortais (este não foi pela técnica do cisne: chamaram-lhe chuva dourada... uiii!), para salvar a mãe das terríveis condições inflingidas pelo Rei Polidete, que a mantinha cativa, viu-se confrontado com a obrigação de lhe levar a cabeça da Medusa.

Não sabia Polidete que Perseu ia ter a ajuda dos deuses! De Hermes recebeu umas asas que colocadas nos pés lhe permitiam percorrer grandes distâncias em pouco tempo (o primitivo gato-das-botas), de Hades recebeu uma capa que lhe conferia a invisibilidade (tetra elevado a n avô do Harry Potter) e de Athenas uma espada e um escudo de bronze tão bem polido que reflectia imagens como um espelho.

Apetrechado com estes gadjets primitivos, lá foi o jovem Perseu em busca das Górgones, já que tinha sido previamente informado por Athenas que teria de perguntar primeiro a Esteno e Euríale do paradeiro da Medusa, e usando a capa que lhe conferia invisibilidade, conseguiu surpreender as irmãs em plena troca de olho e dente, instando-as a darem-lhe informações correctas em troca dos seus bens mais preciosos.

Munido dos conhecimentos de que carecia, Perseu dirigiu-se para a caverna da Medusa, num vale sombrio onde não se ouvia vivalma, decorado com estátuas com expressões de grande agonia.

Apesar de tremer de medo, o heroi seguiu as instruções de Athenas e conseguiu encontrar a Medusa e desferir o golpe fatal, decepando-a, olhando sempre e apenas para o seu reflexo no escudo de bronze.

Medusa, na altura grávida de Poseidon, pelo pescoço gorgolejante de sangue deu à luz Pégaso (o lindo cavalo branco alado e cuxti-cutxi, tetra elevado a n avô dos pequenos póneis), que viria a ser domado por Hierofonte, e Chrysaor, que seria o avô da Hydra (um dos sete desafios de Hércules).

No caminho de regresso a casa Perseu ainda teve tempo de salvar a bela princesa Andrómeda do monstro do oceano, e ao chegar ao palácio, gritando à mãe que fechasse os olhos, entregou ao Rei Polidete a cabeça descoberta da Medusa, que mantinha os mesmos poderes e assim petrificou o Rei numa expressão mista de incredulidade e horror.

Depois de muitas desventuras Perseu tornou-se Rei de Micenas e entregou a Athenas a cabeça da Medusa, tal como previamente combinado, tendo-a esta incrustado no seu escudo para assim apavorar (ainda mais) os seus inimigos.

domingo, novembro 09, 2008

Never there

Não sou nada arrumadinho no que toca a relações.
Normalmente apaixono-me pela pessoa errada, comprometo-me sem contar e quando a relação chega ao fim, já tarde e a más horas, sou o último a aperceber-me.
Durante a relação, a princípio costumo estar de pé atrás, pouco agradado com o desenvolver da coisa. Como se namorar fosse a pior coisa que me pudesse acontecer... E até hoje não tive prova em contrário.
Depois dumas semanas de estranheza, entranham-se no peito sensações agradáveis, o ego dispara e o sorriso fica estampado no rosto. Surgem os benefícios de partilhar uma cama e tudo é bom... De seguida emergem as primeiras dificuldades e incompatibilidades.
E era aí que tudo devia acabar, poupando-se meses ou até anos de altos e baixos.
Nunca mais aprendo.


sábado, novembro 08, 2008

Palermo

Já no final de uma movimentada e cansativa semana, fui dar uma voltinha e tomar um expresso na cidade de Palermo, na Sicília.

A cidade é muito movimentada e os sicilianos não são especialmente simpáticos, a condução é stressada, e a baixa da cidade é cinzenta e suja. É verdade meus caros, ficam por aqui as crónicas de meter nojo desta vossa relatora.

Depois das jantaradas no Windjammer, Dinning Room, Johny Rocket e PortoFino, das sessões de massagem no Spa, jakuzzi, do solzinho apanhado no convés, dos croussants com ricotta no Promenade caffee, das duas noites formais em vestido de noite, e de ter passado uma semana inteira a falar em inglês sobre gorjetas, percentagens de retail e intrigas de alcova, eu Medusasss declaro que os cruzeiros não são o meu género e que estou prontinha para uma roadtripp pela Europa. Voluntários?

sexta-feira, novembro 07, 2008

Pompeia







O que dizer de Pompeia?

Nada de novo sob o sol! Pompeia, destruída e soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C. tinha bairros vermelhos, aproveitamente das águas pluviais, estradas empedradas com sistema de esgotos (arcaicos mas mais eficazes que o sistema utilizado na Idade Média), lojas com comida requentada (junkfood!), casas-de-banho e balneários públicos, ruas com carris, sistema de distribuição de água, diversos fontanários públicos com água potável... bem... viver em qualquer cidade romana naqueles tempos era muito melhor que viver numa qualquer capital europeia em meados do séculos XV d.C.

E os bairros vermelhos da altura? As mulheres da vida eram apelidadas de lupa (loba), pelo que as casas de meninas tinham o sugestivo nome de lupanar, e era bastante comum ouvirem-se uivos à noite, a chamar os clientes (isto faz-vos lembrar qualquer coisa?).

De acordo com os costumes da época, as lupae tinham de se diferenciar das restantes senhoras respeitáveis da cidade, livres, escravas ou libertas, pelo que tinham de andar vestidas com vestes coloridas, em contraste com o branco das vestes das patrícias, e usavam cabelos pintados e muita maquilhagem.

Mas já chega de palavreado, deixo-vos com os frescos sugestivos que as lupanarum apresentavam nos seus corredores! (é por isso que o blog tem bolinha vermelha!)





Ah, e deixo-vos também com a musiquinha que acompanhou os meus pensamentos todo o dia, se bem que apenas tenha cumprido as minhas funções nas ruínas de Pompeia.

Lollipop

Curtas: Rejected

E ainda, a cena de eu meter aqui uma curta de animação por semana. Atrasei-me um bocado e não conheço nada mais parvo do que isto e não sei nada acerca disto. Aparentemente é de
Don Hertzfeldt

E se não quiseres ver isto é porque és nabo e não sabes o que perdes!


Barak Med Laden

E quanto à viagem da med, o que tenho a dizer é... Pára de me meteres nojo!

Obama Sin Laden

Acerca daquele meia de leite ter sido eleito presidente dos EUA eu só tenho a dizer... Mas que raio isso me interessa?
Não marca golos pelo Benfica nem me vai dar um magalhães.
Ah... E o primeiro-ministro português continua a ser aquele palhaço triste que só tem piada quando imitado pelo tipo fedorento dos gato.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Nápoles e o passeio pela costa de Amalfi

Neste dia a pobre da piquena armou-se em Lollipop e saiu do Voyager para o autocarro 11 às 7h30 da matina! Sim, viajar implica sofrimento, muitas horas de sono perdidas em farra ou em visitas vespertinas, mas claro, vale a pena!

E no que consiste o passeio, questionam-se vocês?
Infelizmente falhei a linda cidade de Nápoles (fica para a próxima visita), mas fiz toda a costa de Amalfi de autocarro.

Para quem não faz a mais pequena ideia do que isso significa, esqueçam as curvas apertadas da Serra da Estrela, com despenhadeiros alucinantes... É o mesmo que comparar os cavalinhos do carrocel com a montanha russa.

Caríssimos, aquilo era curva e contracurva, com uma parede rochosa de um lado e desfiladeiro do outro. O autocarro para fazer as curvas e contracurvas tinha de usar as duas faixas de rodagem, pelo que no outro sentido era bastante comum verem-se condutores pálidos e tensos, agarrados ao volante, a travar com força ou mesmos a fazer marcha atrás, porque o nosso condutor, como bom italiano, só conhecia um sentido (p'rá frente) e duas velocidades (depressa e muito depressa)!

As americanas sentadas na parte da frente do autocarro já só suspiravam "Jesus!", ao que a nossa bem disposta guia turística respondia "No Sinhora, our bus driver name is Arquelangelo!"

E enquanto viamos a nossa vidinha passar-nos pelos olhos, ornamentada por paisagens património da Humanidade, iamos ouvindo a "nostra Mamma Manuela" explicar num inglês com um sotaque italiano fortíssimo, que naquelas encostas escarpadas era proibido construir moradias, e que para transportar os materiais de restauro das que já havia, só de burro ou de helicóptero, soltando invariavelmente imprecações contra os italianos suicidas sentados em lambretas: "Look, another donkey! Stupido! Stupido!"

E assim passámos por Sorrento, Positrano, Praiano e Amalfi, tendo sempre por companhia a belíssima ilha de Capri, por onde Ulisses (ou Odisseus) terá passado na Odisseia, amarrado ao mastro do navio para poder ouvir o belo canto das sereias sem perder a vida!

Continua a lenda que depois da passagem de Ulisses, Poseidon irritado com o falhanço das sereias as terá transformado em pedra.
Hoje a Ilha de Capri é denominada de ilha dos amores, onde se respira um clima especial animado pela vegetação luxuriante.


Vista sobre o porto de Nápoles e o Monte Vesúvio


Positano com um vislumbre da ilha de Capri

Duomo de Amalfi

Equivalente às barraquinhas com terços e nossas senhoras de Fátima,
Galos de Barcelos ou Zés Povinho made in Caldas.
Mas mais giro: o Limoncello é bebida de grande teor alcoólico

Barack Obama!

Dizem os analistas que as propostas de fundo de ambos os candidatos eram muito semelhantes, que em termos económicos, sociais e política internacional, ambos se encontraram de mãos atadas face à péssima herança de Bush, contudo, é inegável que Barack Obama transporta consigo uma imagem de esperança e humanidade.
Temos grandes expectativas neste novo presidente, não nos desiludas!

terça-feira, novembro 04, 2008

Roma

Após a breve visita ao Vaticano, depois de tentar falar um italiano/inglesado/espanholado, comprensível para os locais, lá conseguimos apanhar um autocarro, que nos deixou a um quarteirão de distância da Fontanna di Trevi.
Diz a lenda que quem atirar uma moeda de costas para a fonte regressará a Roma brevemente.
Como Medusasss que sou, obviamente que não resisti e atirei duas moedas, desconhecendo a outra interpretação da lenda, que diz que quem atirar duas moedas encontrará um novo amor (aieee), e que quem atirar três obterá um casamento, ou um divórcio! (não tenho qualquer tipo de dúvida quanto à quantidade CERTA de moedas que vou atirar da próxima vez que for a Roma!)
À hora de almoço, completamente esfaimadas, deparámo-nos com o delicioso cheiro de castanhas assadas... mas meus caros, malogradamente! Cobravam 5€ por 6 castanhas! Bem dizia Obelix "Estes romanos devem estar doidos!".
Depois da voltinha da praxe pelas ruínas e pelo Coliseu Romano (que infelizmente não pudemos visitar por dentro, para grande desgosto meu), ainda tivemos tempo para uma viagem mais contemporânea, pelo metro de Roma.
Bem, é o sistema de metro mais abjecto, sujo, exíguo, feio e mal-cheiroso que alguma vez conheci (e já conheci bastantes!). Parafraseando uma amiga: "Não sei como é que não apanhei uma hepatite!".

Fontana di Trevi


Monumento a Vittorio Emanuele


Ruínas e parte do templo dedicado a Saturno (o tal que rege o meu signo).


Coliseu Romano "Ave Caesar, morituri te salutant"

segunda-feira, novembro 03, 2008

De Civitavecchia ao Vaticano

Ah pois é, as aventuras continuam!
O Voyager parou em Civitavecchia e daí fomos de comboio até ao Vaticano. O que dizer do Vaticano... hum... não vimos o Papa, não entrámos na Basílica de S. Pedro (uma enorme fila com 3 horas de espera), mas, meus caros, fui ao Museu do Vaticano e vi, maravilha das maravilhas, a Capela Sistina! Ahhh...


Basílica de S. Pedro. Viram bem o céu azul?



O Museu do Vaticano é tão rico em obras de artes, que as suas salas de exposição as têm dispostas assim, ao monte,
sem qualquer tipo de relação que não seja o período em que foram criadas!
Mamma mia, quanta beleza!

Galeria das tapeçarias: só tapeçarias a todo o comprimento e o tecto ricamente esculpido e pintado.
Tanta sumptuosidade faz confusão!


E Deus criou o Homem.
Pormenor da Capela Sistina, da autoria de Michelangelo.
(Sim Alex, estranhamente todas as partes são proporcionais menos as pudibundas)

domingo, novembro 02, 2008

Pisa

Ah pois é, não vamos sequer em metade da aventura!
Esta pobre aprendiz de turista no mesmo dia em que visitou Florença ainda teve um tempinho para visitar Pisa, mas foi só mesmo uma meia horita para ver a célebre torre de Pisa e dar uma voltinha para as fotografias.

Digo-vos... que decepção: a torre é minúscula, foi branqueada e ligeiramente endireitada... nada digna da fama que atrai.


Duomo ou Catedral da Santa Maria Assunta (a tal que ascende aos céus)


Fotografia tirada pela fotógrafa amadora: ah e tal, não é assim tão inclinada!

Fotografia tirada pela minha mana uma semana antes: não, as operações de restauro não foram assim tão céleres! A real pata é que fotografou a torre da perspectiva errada, que é o mesmo que dizer: podia-me cair em cima que não reparava!

No caminho de regresso passámos pela Base Militar, que estranhamente estava pejada das alternadeiras do costume. Sim, as tais que costumam alternar, e vestidas a rigor! Ao olharmos para a vedação fortemente armadilhada apercebemo-nos da realidade social por detrás de tal fenómeno: "those fences are not to keep people out, but to keep the soldiers in!"

sábado, novembro 01, 2008

De Livorno a Florença


Ah! Aos séculos que queria ir a Florença!
Para quem esteve atentos nas aulas de história e se lembra da época medieval e da época que se lhe seguiu, o Renascimento, sabe como esta cidade é uma referência imperdível, já que durante séculos concentrou poder, beleza e engenho.
De facto, há quem considere Florença como o berço do Renascimento, e origem da palavra mecenato. Com efeito, a família Medici foi pródiga em fomentar todas as formas de arte, demonstrando brilhantismo táctico e ampla visão estratégica, considerando o progresso como forma de suplantar outras nações, e dando um especial valor ao belo, não só por ser frequentemente inspirador de grandes feitos, mas também desencorajador de acções inimigas (não confundir com novo-riquismo, o belo aqui é representado em completa proporção e equilíbrio!)



Santa Maria del Fiori

Cópia em bronze do David de Michelangelo (o verdadeiro é em mármore)

Perseu vence Medusa
(Medusa, não Medusasss, não confundir para bem da vossa saúdinha, que se quer de pedra!)

Ponte Vecchio

sexta-feira, outubro 31, 2008

Villefranche-sur-Mer


Fotografia aérea, not mine, já que não tenho verbet de piloto nem talento de Ícaro


Villefranche-sur-Mer é uma linda vila portuária situada no Côte d'Azur, a 6km de Nice e a apenas 10km de Monte-Carlo.
Porto natural com as águas mais profundas do Mediterrâneo, razão pela qual o monstrinho Voyager of the Seas ficou encorado à entrada da Baía, fizemos o percurso entre o navio e o porto nuns engraçados cacilheiros made in france.
Infelizmente nesse dia não tivemos tempo de visitar Cannes, nem Nice, nem Monte-Carlo: passeámo-nos alegremente pela vila com as máquinas fotográficas ao pescoço (à turista-mete-nojo), percorremos o mercado de velharias/antiguidades na praça da cidade, e almoçámos um opíparo manjar de costeletas de borrego grelhadas com batatinhas e salada. Hummm, delicioso!



Recomendamos os crêpes com molho de chocolate ou com Nutella. :)

Águas transparentes e cálidas! Ahhh! Qual Algarve, senhores!


Praias de areia grossa e seixos achatados. Tunel ferroviário para Monte-Carlo

Halloween

Este blog também é serviço público!
Sabiam que ao virar da meia-noite se comemoram muitas festas diferentes?
Dia dos mortos, dia das Bruxas (Halloween), Guy Faulks day, Samhain...
Podem pesquisar ou ler os textos maravilhosos que a Maga preparou especialmente para nós!
Que tenham um Nightmare Before Christmas verdadeiramente assustador!

quinta-feira, outubro 30, 2008

Med de Mediterrâneo


Barquinho lindo e grande e luxuoso e cutxi cutxi*

Quem tem por estranho hábito ler este blog, especialmente aqueles que por vezes ainda se debruçam sobre os textos da minha autoria e fazem um pequeno esforço por os interpretar e tentar decifrar a pessoa por detrás das palavras, sabe que sou uma pessoa cheia de contradições: sou capaz de afirmar categoricamente que algo é preto, e depois rematar com um "no entanto" e descrever o preto em cambiantes de cinzento escuro azulado metalizado em cambiantes verdes, vermelhos e azul cobalto.
Sim, o leitor mais atento sabe que jamais prestaria homenagem neste espaço a obras da engenharia humana, especialmente sob a forma de novos Titanics, no aspecto, não na tragédia. Com efeito, deixo geralmente essa honra aos engenheiros que co-habitam a blogosfera, e que gostam de veicular essa informação tão útil.

Questionam-se então os leitores o porquê de tal imagem digna de um qualquer postal destinado a fomentar o bichinho verde da inveja? Ora pois, a descrição diz tudo: inveja, ganância, in limine raiva de morte perante a boaventura dos outros. "Today I feel a very bad girl"...

Quem conhece a realidade do mercado de emprego português sabe que nos últimos anos a taxa de desemprego real é muito superior às percentagens oficiais publicitadas pelo Estado e pela Comunicação Social. Sabe que especialmente os recém licenciados são a camada da população com maiores dificuldades em arranjar trabalho e com "empregos", ditos part-time ou full-time jobs, totalmente desadequados às competências que se dedicaram a desenvolver em anos marcados de trabalho, suor e cansaço.

A minha mana não é uma excepção à regra. Não há lugar para nós, trabalhadores qualificados, num Portugal de tachos e de mentalidade orientada pelo serviço mínimo, pelo pagamento mínimo, pelo mínimo de esforço, pelo que, com muita coragem e uma dose q.b. de loucura concorreu a um trabalho a bordo do *Voyager of the Seas, um dos muitos cruzeiros que compõem a frota da Royal Caribean.

Sim, e convidou a mana mais velha para passar uma semaninha com ela, a um custo simbólico,(que eu não coloco aqui para não atrair ainda mais as más vontades), uma semana repleta de aventuras e emoções fortes pelas maravilhosas costas escarpadas com águas límpidas do Mediterrâneo.

Sentem-se prontos para embarcar na aventura?
Não?
Nesse caso vou só colocar mais umas fotografiazitas desta cidade flutuante...

Promenade

Dinning Room

Piscinas e Jacuzzi by night, com vista para o Bar High Notes no Deck 14

Fotografias retiradas do Google Images por
total incompetência e inabilidade da autora