sábado, junho 30, 2007

Bonecos Fanados

Gosto de partir para o desenho e para a escultura duma forma muito parecida. Descontraidamente e por vezes inconscientemente.
Não gosto de imaginar o que vou fazer, prefiro que sejam os suportes, os objectos, as formas e até os erros que cometo a conduzirem-me.
Os meus bonecos, vestido de trapos ou peças obsoletas partem de uma ideia simples, são como um jogo com um conceito não muito diferente do
lego e do doodle.
Raramente dou um boneco por acabado, encaro estas figuras como mutantes, concedo-lhes vida e deixo-os modificaram-se e crescerem...
Se gostasse de coisas aborrecidas não teria enveredado por um percurso artístico, fecharia-me num gabinete a tratar de papeladas, teorias ou outra coisa qualquer que fosse útil à sociedade mas uma verdadeira seca. Fugi para aqui porque enquanto me for possível brincar e estimular aquela réstia de imaginação e criatividade herdada da meninice não quero fazer outra coisa.
Embora não goste muito de falar isso não significa que não goste de comunicar. Os bonecos fanados pertencem a um lado imaginário que quer extravasar, arrancar sorrisos e curiosidade.
Quem quiser entrar no jogo está convidado, quem não quiser também não precisa mas deixo a porta aberta caso mudem de ideias.
O importante é a satisfação que obtenho durante a produção destas personagens, se a certo pronto o resultado me agradar interrompo o processo, caso contrário continuo a jogar ás formas.
Conceitos e intenções existem, claro... Julgo que podem permanecer comigo... Não quero que observem com os meus olhos e portanto reservo-me.
Observem, conversem e brinquem se se cruzarem com eles, se não obtiverem resposta então falhei.


Isto é só um cheirinho.

quarta-feira, junho 20, 2007

Os 10 mandamentos do bom condutor


Pois que o Vaticano anda a fazer das suas. É como o outro: mais vale falarem mal de nós que não falarem de vez... Pois sim Senhores Bispos, Arcebispos e demais entidades hierarquicamente bem colocadas, os senhores não primam pela criatividade... Depois dos 10 mandamentos de deus, dos 10 mandamentos dos animais (Até têm um blog vocacionado para o assunto, imaginem!), os 10 mandamentos "de um lidér idôneo para o século XXI", seja lá isto o que quer que seja, eis que somos premiados com os 10 mandamentos para uma boa conduta estradal.
Reza um dos mandamentos, que o condutor deve ser caridoso para com os outros... sim, sim... é hora de ponta, estás atrasado para o emprego, tens um pastel a falar ao telemóvel que não arranca quando devia... FIA-TE NA VIRGEM E NÃO CORRAS!


Depois de profusas investigações decidimos publicar aqui os 10 mandamentos de um bom condutor, não o proposto pelo Vaticano, que calculamos que seja coisa chata e ultrapassada, mas sim estes 10 que nos parecem muito mais giros, entusiasmantes, quiçá excitantes:


1 - Nunca percas uma oportunidade de fazer uma ultrapassagem num local de má visibiliade. Escolhe em particular as lombas. Nem imaginas como é emocionante (em especial quando aparece alguém em sentido oposto).

2 - Circula sempre a alta velocidade, mesmo que a intensidade do trânsito não o permita. Desta forma vais demonstrar que tens personalidade e uma grande força de vontade de chegar mais além (nem que não seja mais à traseira do da frente).

3 - Circula sempre pelo meio da estrada. Já que metade da estrada é tua escolhe a parte que mais te agrada (isto é sinonimo de que sabes o que queres).

4 - Sempre que surja a oportunidade, faz corridas com os comboios e tenta atravessar a passagem de nível antes que estes a atinjam. Isto é muito agradável para os maquinistas visto que quebra a monotonia do seu trabalho (revela ainda que és um condutor destemido e enfrentas o perigo sem qualquer medo, nem que seja pela última vez...).

5 - Quando fores a saír de uma via sem prioridade para uma via com prioridade, acelera ao máximo para passares primeiro que os que já aí circulam. Tu tens o mesmo direito que os outros de circular na via com prioridade (igualdade para todos).

6 - Se o teu carro entrar em derrapagem não hesites em carrgar a fundo no pedal do travão. Desta forma as piruetas serão mais artisticas (revelarás assim a tua veia artistica).

7 - Muda sempre de direcção sem sinalizar ou tomar qualquer tipo de providência. Desta maneira vais demonstar a uma data de nabos que és um condutor teso (afinal de contas, tu nem conheces os outros para que essas mariquices todas?).

8 - Quando estiveres numa fila de carros, mesmo que a estrada seja estreita, não hesites em ultrapassar. As fotografias dos choques em cadeia dão boas noticias nos jornais e televisão (assim passarás a ser uma estrela).

9 - Mostra aos teus amigos durante as viagens que és destemido, executando manobras arriscadas e a grande velocidade. Desta forma vais afastar para sempre da tua companhia os penduras e os chatos (são estes que por vezes nos levam à loucura provocando desta forma acidentes).

10 - Se de noite ficares encandeado com as luzes de um carro que circula em sentido contrário, paga com a mesma moeda. Um acidente por encandeamento tem a vantagem de que não os vemos chegar (desta forma não assusta tanto).


in "omundoloucodasaulasdeconducao.blogspot.pt"




Repórter Especial dos Moribundos Que Nem Uma Vaca Louca esteve lá

segunda-feira, junho 18, 2007

Tédio


Será que sou o único que me sinto a sufocar?
Há qualquer coisa no ar que não anda bem.
Estamos em Junho ás portas do S. João e o tempo no norte do país anda mesmo estranho, chove, faz frio e poucos minutos depois faz um sol abrasador. Esquizofrenia... Está tudo moribundo, as moscas dão-se por felizes e nas faculdades ainda há muita massa à bolonhesa por cozinhar com aroma a estragado.

quarta-feira, junho 13, 2007

Ai o carvalho!



Isto anda mais morto do que aquela coisa que aconteceu nas maldivas há uns tempos, maremoto ou o catano!
Estou indignado, tive frequência a crítica de arte 2, como sequela não é tão boa como o 1.º filme da cadeira, mas é a mesma merda.
Não compreendo porque é que gasto quase uma dezena de euros em fotocópias que só leio na diagonal e pouco absorvo, continuo a fazer isso, serve para fazer pasta de papel.
Depois aparece-me uma pergunta acerca de arte e intervenção e eu pimba, o que é que faço?
Faço uma coisa do caraças, falo do Bono Voxx humanitário mas que no fundo só quer enriquecer e fazer publicidade aos U2, falo dos rage against the machine, do concerto em wall street e das suas causas, falo dos simpsons e do south park, do Frank Zappa e do Cash a fumar erva na Casa Branca e só não falei dos Piratas das Caraíbas porque ainda não vi o filme e tenho pena de não ter lembrado de referir o Homem Aranha (também adormeci a meio!).
Já agora o Venom é das minhas personagens favoritas e das que mais medo me metia, no filme é um toninho do caralho e ainda por cima magricelas e depois é estúpido que nem uma porta e morre num instante, malditos sejam!

quarta-feira, maio 30, 2007

AAAAAAAAAOOOOOOOUUUUUUUUUUUUUU!!!

Puta da lua, linda como o caralho, foda-se!

sexta-feira, maio 25, 2007

A canção chegou ao fim, mas a melodia ainda paira no ar

Como o cheiro a terra molhada, depois de uma chuva de Verão, também há coisas que acabam, mas deixam atrás de si o rasto da sua passagem: o aroma de um perfume, as palavras por dizer, as palavras ditas e imediatamente caladas... Às vezes é como um livro que nos preenche ou aquela musiquinha ranhosa que não nos sai da cabeça... Muitas vezes são coisas mal resolvidas, que todos sabemos que não têm remédio, mas que gostariamos de as conhecer sob uma perspectiva mais clara.

Eu confesso que há coisas que me deixam sequelas chatíssimas e que têm o condão de me confundir ao máximo, que a minha pequenina cabeça (brainless) não consegue alcançar, tão à frente o conceito... porque razão despudorada a cerveja me dá insónias, por exemplo? Alguém me consegue explicar que fenómeno fodido é esse, em que se bebe umas cervejas, se chega a casa com os ouvidos cheios da música do NL (temos de ir lá medir os decibéis daquela cena), e depois... demora-se eternidades a adormecer... dias consecutivos! Não há justiça no mundo, uma gaja já não se pode divertir inocentemente...

Pois, e por falar em divertimentos, aqui há uns tempitos estavamos a falar de pessoas que sentem prazer em fazer a vida negra aos outros (sim, momento deprimente direccionado a falar gostosamente de quem não se pode defender)... e lá focámos o tema PINIPON MALVADA, que para mal dos nossos pecados, não tem fotografica representativa na internet... procurei, procurei e nem um exemplar mesquinho para amostra! Bem, mas ao que parece, toda a gente sabe o que era a Pinipon, a Casinha Pinipon, mas ninguém teve jamais a dita Casinha Pinipon... Bárnies e Póneis mágicos e afins (burros, quiçá), cada uma teve a sua amostra, mas Pinipons... Cá para mim foi pesadelo colectivo imediatamente recalcado.

Mas continuando a saga dos Pinipons, através de contributo heróico... já conseguimos descortinar algo mais das particulariedades da personalidade algo difusa da Pinipon Malvada, que como os nossos queridos e dilectos leitores mais atentos bem se lembram, era menina enjoadinha e cínica... pois bem, contributo anónimo mas pertinente, Pinipon Malvada ou não, tem sempre a mesma cara com o mesmo sorriso por ter aquilo colado. Pensámos que porventura haverá algumas Pinipons com o privilégio de terem várias faces, quais cubos de Rubick, mas a dilecta Pinipon Malvada só nos sabe obsequiar com a face que tem.

Depois de umas exéquias amáveis sobre o gelado de café, a tertulia alargou-se a outro temas mais sérios, como aquilo com que tenho andado ocupada: arguidos já condenados por violação, acusados por tentativa de homicídio... "então e já estiveste com um pedófilo?"... EU??? ESTIVE? EM QUE SENTIDO??? Ah, suas cabecinha ranhosas e prontamente libidinosas! Nunca tive um arguido pedófilo, não senhor!

E é assim, depois de um jantar de amigos, é como depois de um bom livro, de um bom filme, a canção chegou ao fim, mas a melodia ainda paira no ar...

quinta-feira, maio 17, 2007

laaaalaaaaaalaaaaaaaaaá!

laaaaaa laaaaaaa laaaaaa laaa?
-sim.
lalalalal laaaalaaaaalaaaaa?
-não.
laaa lalalala laaa laaaa?
-não sei, pergunta-lhe!
la la la laa lala lalalal lala laa laa la! la la la la! lal al la la laaaaaaaa lala!
-e tu também!

quarta-feira, maio 16, 2007

you must remember this

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Moribundos que nem a vaca louca, mas não cegos a uma triste, trágica história de amor (que nos deixa um bocadinho mais moribundos que o normal)...
"You must remember this,
A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by"

segunda-feira, maio 07, 2007

Querido Diário II - revivalismo dos anos 80

Hoje na aula de Educação Física o Mário apalpou-me as mamas, que estupido!!!!! E depois ainda se queixou por lhe ter dado um pontapé em xeio nos tomates! Tomálábem-feito! Estupido!
Recebi o teste de matemática e deixei para o pai assinar em cima da mesa da sala. E... quando vinha para casa encontrei o André pelo caminho!!! Ele piscou-me o olho!!!!!!! Será que me ama? AHhhhhhhhhhh, ele é tão giiiiiiroooooooooo!!! Já perguntei á Sónia o que ela achava, e ela disse que estava na cara que ele gostava de mim, que só eu é que não queria ver, e que ainda no outro dia tinha falado com a Cátia a perguntar coisas sobre mim, se eu o achava giro e se não andava com ninguém...ahhhhhhhhhh, estou apaixonada!!!

domingo, maio 06, 2007

Pés de barro

Se vivesse na Austrália a esta hora estaria nos anjinhos, se morasse em Brooklyn provavelmente estaria a ganhar super-poderes. Vivo no Douro Litoral e como tal estou a passar mais um dia da Mãe em casa.
O barro tem um inconveniente, com pouca humidade fica seco e impossível de se modelar. Hoje quis trabalhar com barro, essas inspirações que aparecem e que se têm de aproveitar. O pior foi quando cheguei ao deposito (vulgo bidão) o barro estava seco, duro, poeirento, cheio de bichos e caganitas de caracol. Com alguma dificuldade e auxiliado por um formão saquei umas postas de argila, enfiei-as numa bacia com água e esperei…
Algum tempo depois fui ver como estava o barro, já se aparentava razoável para ser trabalhado e eis o grande acontecimento, FUI MORDIDO POR UMA ARANHA, PUTA!! Ainda dizem que as aranhas em Portugal não mordem! Esta mordeu-me no dedo mindinho, ai a badalhoca, julgava-a morta a boiar na água suja do barro! Estava à minha espera a sacana!
Achei melhor desinfectar a pequena mordidela, deixei a bicha morrer afogada…
Já se passaram umas horas desde o incidente, ainda estou vivo e isso só pode ser sinal que vou ganhar super-poderes, ou talvez não, mas eu queria acreditar que sim… Tenho medo de ir fazer xixi, será que vou urinar seda? E estou tão aflito!

coisas "boas" da profissão

Injúria: "Ri-te, ri-te, quando vires que é no cu até choras!"
Ameaça: "Ri-te, ri-te, quando vires que é no cu até choras!" - num concerto do George Michael.
Ofensa a integridade física: "Eu nunca lhe toquei, ela é que estava tão bêbada que foi ao chão!".
Difamação: "Sou um homem de bem! A minha honra está a ser manchada... Ela chamou-me paneleiro, que em 9 anos na prisão só levei no cu e fiz broches".
Violação: "Se a arguida tinha calças justas, então não há violação porque teve de ser ela a despi-las"

segunda-feira, abril 30, 2007

Novas oportunidades

Não sou bloquista, nem sequer gosto dos tipos. Também não concordo com as críticas que os denomina de esquerda do caviar nem com as simplificações que fazem nas questões relacionadas com a legalização da marijuana, e a concessão do direito ao casamento e adopção por homossexuais. No fundo, todas as questões políticas me passam mais ou menos ao lado, como se fossem venenosas e contagiosas.
Mas adorei este cartaz! (não tanto como o teu esquizoide)

Querido Diário,

Mais um dia a blasfemar com o toque do despertador. Acordei, caguei, tomei o peq-alm, lavei os dentes e ala que se faz tarde!
Prometi pela enésima vez levantar-me mais depressa e não me conceder mais 5 minutos que se convertem em meia hora... estava, novamente, atrasada.
Pelo caminho aguentei com os piropos dos tipos das obras, e com o assobiar do papagaio (é bom que seja um papagaio) da varanda de uma das ruas que percorro todos os dias.
Constatei, mais uma vez, que a minha vida é uma seca e completamente desprovida de sentido... Mais um ano no limbo, é só mais um ano, repito para mim, como se isso me salvasse o dia.
Regresso a casa para almoçar: hoje até me esforcei e fiz comida a sério, a minha mãe teria ficado orgulhosa.
Regresso ao escritório, saio mais cedo para passar pelo ginásio e depois janto qualquer coisa a correr para ainda desfrutar de uma cafezada rápida com os amigos.
Regresso a casa, sem sono, sem vontade de ler, sem vontade de ver televisão, e sobretudo sem vontade de existir; desejo que apareça um buraco e me engula, ou então uma máquina do tempo que me transporte para daqui a um ano.


Isto sim é um diário, sem cadeado, sem cheiro a rosas, sem imaginação, mal escrito e sem quaisquer problemas interpretativos.

Nã é mê, mas nã resisti...

Já o tou a ver a mandar piropos com simplex, xóque tecnológico e fléxi-segurança!

quarta-feira, abril 25, 2007

ENE ELE... WOHOO!!!

Pois é, nem a chuva, nem o vento, nem o cansaço impediram os bichos da couve de mostrarem um ar da sua (des)graça no ENE ELE!
Com efeito, nem uma crise valente de esfoira nos iria impedir de termos o nosso momento de pura tontice.
Para quem não souber, estamos afónicas porque... "é o que dá dormir descalça, constipei-me!".
Avisos à navegação, o ENE ELE não é apto para as meninas iram lá (só) mexer os dedinhos dos pés!!! eheheh

segunda-feira, abril 23, 2007

Crescer

Ando nestas coisas das dores de crescimento há tantos anos, que quando finalmente cessar de crescer vou estranhar. Primeiro foram os membros, alguns cms cada ano, para recalcar no íntimo do meu ser as calças por cima do tornozelo e camisolas com as mangas demasiado curtas... Depois foram as primeiras responsabilidades, as primeiras desilusões, as primeiras cabeçadas na parede, as primeiras fugas... e desde então nunca mais parou: a vida não cessa de arranjar novas formas de demonstrar como é possível alcançar novas formas de desilusão, sofrimento e dor.
As vezes até pensar custa... Passamos a nossa vida inteira à espera de qualquer coisa. Não que estejamos destinados para qualquer hipotético grande feito, não; estudamos para ingressarmos no mercado de trabalho com as melhores armas, e com o tempo crescem as nossas expectivas, que não as ambições, essas, latentes, fermentam no escuro. E as crises existenciais, tão vulgares, corriqueiras, começam a aparecer, levam um valente xuto no rabo, mas não desistem, qual cão sarnento de olhos húmidos e tristes. E nós olhamos para nós próprios, do alto das nossas expectativas, e pensamos... não vou pensar nisto agora, não vou gastar as minhas energias com um problema que não posso resolver, trato disto na altura adequada... O tempo foge, a vida adiada vai ficando poerenta pelos caminhos percorridos em busca de algo que não existe... Não que a felicidade esteja na busca, essa filosofia é boa para os enérgicos optimistas incansáveis. A felicidade não existe, nem nunca existiu. A felicidade está no passado distante cheio de expectativas por frustrar, naquele passado endeusado pela decadente memória humana.

Vai um bagaço...

Depois do meu último post sobre futebol fiquei muito escondidinho, talvez a Medusasss se questione sobre o meu paradeiro, se ainda estou vivo, sobre o que raio se passa comigo…
“Eu estou aqui!” – E digo isto cantando quase tão mal como o Abrulhosa.
Pois é minha cara, por momentos esqueci-me que o Benfica tinha uma banana a treinador e armei-me em galo e acabei por ver o glorioso a cantar de galo, doeu imenso! Não estou habituado a ganhar e quando penso que está quase e que desta vez é que é… Fica tudo adiado para o ano, é sempre para o ano…
Ainda me estou a recompor… snif…

quarta-feira, abril 18, 2007

Murphy's law para gajas

Há situações realmente desagradáveis! Hoje em dia são tantas as pessoas que não nos querem bem, que a probabilidade de o único lugar sentado numa sala de conferências ser justamente ao pé de uma dessas pessoas é enorme! Pouca sorte a da pessoa em questão (geralmente a antipatia é recíproca), o meu orgulho não é tão forte que pense "antes ficar em pé, ter uma quebra de tensão, xilique, e morrer a sentar-me ao pé daquela..."
Mas para mim, estas situações nunca deixam de ter o seu quê de engraçado, especialmente porque estão sempre a acontecer.
Poder-se-ia pensar, atenta a frequência, que o universo conspira contra mim "Olha EU tão importante!"
Contudo... vejamos, às vezes saimos à rua menos bem vestidas, de cabelo apanhado, sem maquilhagem... com um ar completamente desengraçado a raiar o whitetrash, damos de cara com:
OPÇÃO A) ex-sogra;
OPÇÃO B) ex;
OPÇÃO C) ex melhor amiga;
OPÇÃO D) inimiga instintiva;
OPÇÃO E) "amiga" linguaruda;
Quem já não passou por isto?
A situação ridícula transforma-se em problema quando juntamos uma OPÇÃO F) potencial homem da minha vida. E o desastre tem proporções grostescas quando a OPÇÃO F) potencial homem da vida de qualquer mulher escolhe-nos para perguntar qualquer coisa, e então pomos em dúvida se:
A) terei lavado os dentes?
B) terei lavado bem os dentes?
C) ainda tenho dentes?
D) é mesmo comigo que ele está a falar?
Claro que o desastre de proporções grotescas pode ter desenvolvimentos ainda mais aberrantes, quando se combinam as várias opções, e saimos de casa com look whitetrash, e damos de cara, quase em simultâneo com as opções A), B), C) e D), e quando a opção F) se dirige a nós, e a opção E) agarra-nos o braço como uma tenaz, e conta-nos estridentemente a última novidade "mas que tens tu que estás tão distraída? E estás mesmo com mal aspecto! Andas a dormir bem?", ao que a opção F), perante tal espectáculo, muda de direcção e desaparece na curva do caminho.
F***-**!!!

segunda-feira, abril 16, 2007

Closer

Só há distanciamento das coisas, quando elas deixam de influenciar o nosso humor diário. Podemos pensar que basta querermos esquecer que essas coisas se distanciam de nós. Mas não, elas continuam connosco, importunam-nos num sonho, perturbam-nos num flash de memória... Influenciam as nossas decisões quando fazemos uma nova opção , só para experimentar um caminho diferente do trilhado. Querer distância é o começo, mas não necessariamente o fim.
Muitas vezes olho para trás, para o caminho que já percorri, e penso, talvez com demasiada frequência, que mudaria tudo, que não mudaria nada, que mudaria só certas coisas... e penso... as escolhas que fiz marcaram mesmo aquilo que sou, será que ainda vou a tempo de mudar para outra coisa mais agradável?
E pensar assim, no poder que as nossas escolhas têm sobre o nosso futuro, faz-me sentir um friozinho de medo... continuarei a errar como até aqui? É que nem é possível aprender com os erros, porque as situações não se voltam a repetir... pelo menos nas coisas importantes.
E enquanto escrevo este post, vou pensando, repensando, repisando, e acho que mais uma vez dou demasiada importância às pequenas merdas que acontecem na minha vida. Toda a gente faz e tem de lidar com coisas desagradáveis, aceitar isso como parte da nossa vivência é o welcome comitee da maioridade.
Aceito por isso que ainda vou ter de engolir muitas coisas desagradáveis, mas não desisto do meu ideal da adolescência, e não só não serei jamais hipócrita, como, mais uma vez, desisto, renuncio a mostrar o meu ponto de vista sobre o assunto: não vale a pena falar com quem não nos quer ouvir nem compreender.

sábado, abril 07, 2007

Mais imigração!


Não há nada que possa ser dito que adiante qualquer coisa à resposta dos gatos, a não ser miau!