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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Vá lá é lua nova, senão era o degredo...

Bhallu e Lolita a dormir a sesta

Nesta casa durante anos não entrou gato... melhor dizendo, não saiu gato: eles entravam, mas os meus castro-laboreiros davam conta do recado. Era o mata, esfola e enterra.
O problema, para além dos vizinhos que nos vinham bater à porta a perguntar pelo gatarrão preto "que, coitadinho, já não vai a casa há 4 noites", ou pelo gatinho tigrado que "é tão meiguinho!", é que os meus cães nem sempre faziam o serviço bem feito. Com efeito, não raras vezes iamos ao quintal e viamos um rabo de gato hirto, a sair da terra fofa.
Inclusive, numa festa que demos em casa, quem foi descobrir uma cabeçorra de gato meio descoberta pela terra? Exacto! O menino super-protegido, menino de cidade-filho-único-asmático-e-super-amado-cuidado-com-os-germes-não-corras-que-ficas-constipado.
Coisas da vida, não é?

Pois a ditadura canina passou... o Pharaó morreu com a provecta idade de 14 anos (o mata), e o espaço vazio foi ocupado por duas doces gatinhas: a Peri e a Lolita.
O Bhallu, filhote da Lolita, faz juz ao nome: não é dotado de grande esperteza, é o típico gato borralheiro... volta e meia vai caçar, mas traz sempre pássaros. A paixão do Bhallu é dormir o dia todo e caçar um passaroco ou outro no período de 2 horas que está fora.
E os meus pais que nem eram de grandes mordomias com os gatos, a sua Exa Bhallu até ligam o aquecedor a óleo, com uma almofadinha encostada, para quando sua Exa se cansa de estar à lareira... o parvo é que se encosta muitas vezes, debalde, a um aquecedor desligado, ignorando o porquê da não emanação de calor!


Bhallu com as patas nos guardanapos, na mesa da sala. Lá está o maravilhoso trabalho em croché em tom cru e o vazinho de loiça de Coimbra.
Foi a minha mãe que tirou a fotografia. Sim, em vez de dizer "sai já daí!", foi a correr buscar a câmara... e ainda querem vocês que tenha filhos!


sexta-feira, outubro 19, 2007

Lolita, já és Lola...

Lolita, já estás na net!


Lolita é uma gata vivida e viajada. Não pense o leitor que a gata foi infelizmente apelidada! Com efeito, Lolita faz juz ao seu nome desde os primeiros dias de vida. Mas, em prol de uma boa narrativa, recuemos um pouco no tempo...


Única sobrevivente de uma ninhada de 6 gatinhos, primariamente apelidade de Amarelinho (nome vulgar e errado no género), Lolita sabia que ia sobreviver para realizar grandes feitos! Viajou de longíquas terras do sul, sob um calor trepidante... e cedo almejou um cantinho nos nossos corações. É verdade gata, roubaste os namorados à mãe e és uma leviana, atrevida, em conclusão uma gata moderna, mas o teu miau é doce, e a ternura com que nos olhas, do chão (Lolita é gata independente, não há colo para ninguém), faz com que esqueçamos os agravos e tenhas um lugar cativo no sofá.


A Lolita foi hoje, novamente, à discoteca felina mais próxima. "Não vou dormir a casa", mia languidamente, enquanto se esperguiça. "Não esperem por mim, eu mio se quiser entrar". Sim Sra. gata, tudo às suas ordens. Deseja mais alguma coisa? Cherne assado ao almoço, quiçá? Não se preocupe, o gatinho bebé fica com o mano mais velho. Olhe, divirta-se! Cá estamos à sua espera!

Nada de falsas interpretações... O bebé procura de mamar no mano mais velho inocentemente, afinal o Bhallu só tem 5 meses...