Casquinhas, casquinhas, casquinhas à bolota!
Se não nos deres a consoada,
Vamos cagar à sua porta!
O Natal já não é o que era, antigamente comia bife grelhado com as batatas, este ano comi pescada cozida!
Não gosto de bacalhau!
E ouvi dizer que fazia milagres com a Maria Joana…
Não percebi a analogia entre o menino Jesus e a Pescada, mas de facto ele multiplicava peixes. Se calhar até era um pouco peixe, pois caminhava sobre a água…
Depois passou a ser o Pai natal, mas este era-me estranhamente familiar, se não tivesse aquela barba branca ia jurar que era o meu pai.
Eu gostava deles.
Tive pena, mas ninguém fez nada para o evitar, quanto ao Pai Natal, viciou-se em cafeína, era tanta a Coca-Cola que bebia… Ou então fui mau menino, não sei, mas cheira-me a desculpa dos meus pais aquilo de não ter idade.
Lamentei.
Tenho mesmo, muita pena…
Recebi, e recebo ainda, envelopes com um papel lá dentro, por vezes vários papéis, parece que são valiosos e que com isso posso oferecer-me o que quiser.
Ouvi dizer que dá jeito ter esses papéis no bolso, mas não tem a mesma piada comprar uma prenda para mim próprio do que receber uma, daquelas especialmente adquiridas por alguém a pensar, assim na minha pessoa.
Não sei porque raio aquilo dá jeito no bolso porque mais cedo ou mais tarde sou obrigado a tirar os papéis do bolso, se calhar têm prazo de validade.
Disseram-me que esses papéis são impressos todos os dias… Que raio de prenda vulgar.
Ouvi dizer que há uma ilha chamada Natal, será que é de lá que vem a Coca-Cola?

